Família busca respostas há seis meses para saber quem matou transexual em Tramandaí - Polícia

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Litoral Norte14/08/2019 | 05h10Atualizada em 14/08/2019 | 05h10

Família busca respostas há seis meses para saber quem matou transexual em Tramandaí

Ana Paula da Costa Ribeiro foi assassinada a facadas em 30 de janeiro

Família busca respostas há seis meses para saber quem matou transexual em Tramandaí Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Ana Paula da Costa Ribeiro foi morta a facadas Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
Leticia Mendes

Ana Paula da Costa Ribeiro deveria completar 54 anos nesta quarta-feira (14). Há seis meses a transexual foi morta a facadas em Tramand, no Litoral Norte. Desde então, a família aguarda pelo desfecho do crime. Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como latrocínio (roubo com morte) e um suspeito é investigado. 

O irmão de Ana Paula, Isac da Costa Ribeiro, 64 anos, morador de São Leopoldo, no Vale do Sinos, conta que para ter informações sobre o caso tem de viajar ao Litoral. Para isso, necessita que um sobrinho dirija para ele, já que sofre de problemas de saúde. 

— Não vou deixar o caso esquecido. Nos dávamos muito bem. Foi um crime muito grave. Não vou descansar enquanto não descobrir quem fez essa barbárie. A pessoa precisa pagar por isso — diz Isac. 

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Segundo o delegado Paulo Perez, de Tramandaí, embora o caso inicialmente fosse tratado como homicídio, pois não havia indicativos de que nada tivesse sido roubado, a identificação de um suspeito levou a hipótese de latrocínio (roubo com morte)

Uma testemunha procurou a polícia e relatou detalhes do assassinato. Ela contou que o homem, atualmente investigado como suspeito, teria lhe descrito o crime. O que dificulta a apuração é que esta pessoa não aceitou depor formalmente. 

— Sabia muitos detalhes que só quem esteve no local ou participou do crime saberia, e relata ter ouvido dele. Mas se nega a prestar declarações formais. Então não temos uma prova testemunhal. 

Conforme o policial, foram feitas buscas na casa do suspeito para tentar localizar vestígios do crime, como sangue, mas nada foi encontrado. Ele foi ouvido e nega que tenha envolvimento na morte. Uma das suspeitas do delegado é que o autor possa ter tentado assaltar a vítima, mas não havia nada com ela. Outra possibilidade é que um celular, que desapareceu, tenha sido levado. O delegado afirma que o suspeito possui antecedentes. 

— Seguimos tentando conseguir mais indícios contra esse suspeito. Na semana passada, recebemos a perícia do local do crime. Temos em andamento alguns outros pedidos envolvendo quebra de sigilo. O perfil dele condiz com a autoria do crime. Mas estamos nesse impasse. Continuaremos investigando — garante. 

A vítima trabalhava em um bar durante o dia e, à noite, frequentava a Avenida Fernandes Bastos, nas proximidades de onde foi encontrada morta. Embora a via onde ela costumava ficar fosse movimentada, o ponto onde ocorreu o crime é ermo. A investigação não localizou imagens de câmeras que tenham registrado o fato. 

— O crime aconteceu em uma rua paralela, num local onde funciona uma espécie de lavagem de carro. Ali tem pouco movimento à noite e de madrugada — explica o delegado. 

Informações que possam auxiliar a elucidar o crime, devem ser repassadas à Polícia Civil pelo telefone 197. 

 O crime 

Ana Paula da Costa Ribeiro, 53 anos, foi encontrada morta no início da manhã de 30 de janeiro em um terreno no bairro São José. A vítima foi atingida por diversos golpes de faca. A polícia acredita que ela tenha tentado reagir, já que tinha ferimentos nos braços. Ana Paula, que era natural de Rosário do Sul, não tinha filhos e morava sozinha em Tramandaí, há mais de duas décadas.  

 
 
 
 
 
 
 
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