Polícia prende em Porto Alegre mulher investigada por mais de 120 ocorrências de estelionato - Polícia

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Estava foragida10/03/2020 | 08h05

Polícia prende em Porto Alegre mulher investigada por mais de 120 ocorrências de estelionato

Com 30 anos de prisão em 17 condenações, Flora de Britto Maciel, 68 anos, violou em fevereiro a tornozeleira eletrônica que usava

 

Estelionatária, investigada em mais de 100 ocorrências, é recapturada pela Polícia Civil em Porto Alegre. <!-- NICAID(14444997) -->
Mulher foi presa em casa no bairro Passo das Pedras, zona norte de Porto Alegre, por agentes da Delegacia de Capturas Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira (9), na zona norte de Porto Alegre, uma mulher que tem 122 ocorrências contra ela por estelionato. A investigada, que tem 68 anos, estava foragida desde o dia 17 do mês passado após violar tornozeleira eletrônica. Além disso, ela tem uma pena de 30 anos e três meses de prisão devido a 17 condenações.

A prisão foi realizada em uma casa no bairro Passo das Pedras pela Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O delegado Arthur Raldi diz que a mulher teve o primeiro antecedente criminal no ano de 1991. Ela agia principalmente na Região Metropolitana e se passava por advogada da Caixa Econômica Federal (CEF) para aplicar golpes em pessoas que tentavam sacar valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

— Ela se aproximava, em lugares de grandes concentrações de pessoas, das vítimas e oferecia os supostos serviços, mentindo ser advogada. Em outros casos, ela era indicada por terceiros — explica Raldi.

Raldi não divulgou mais detalhes sobre a investigação e nem o nome da presa. GaúchaZH apurou e confirmou que ela se chama Flora de Britto Maciel. A investigada, que estava na condição de foragida, foi presa na própria residência.

Flora exigia das vítimas depósitos com valores entre R$ 300 e R$ 400, prometendo agilizar o saque do FTGS e do PIS/Pasep. Ela, que agora foi enviada ao sistema prisional em regime fechado, não havia retornado em fevereiro deste ano à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para recarregar a tornozeleira eletrônica.

Segundo processos judiciais e ocorrências policiais, Flora é apontada por aplicar golpes em 13 cidades gaúchas. Além de Porto Alegre, onde houve o maior número de casos, também há registros em Viamão, Alvorada, Canoas, Guaíba, São Leopoldo e Gravataí, todas da Região Metropolitana.

A presa ainda agiu no litoral, em Tramandaí e Imbé, em Santa Maria, na Região Central, São Jerônimo, Charqueadas e General Câmara, as três na Região Carbonífera.

 
 
 
 
 
 
 
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