Defesa da mãe de Rafael entra com pedido de revogação da prisão temporária - Polícia

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Crime em Planalto22/06/2020 | 09h59Atualizada em 22/06/2020 | 09h59

Defesa da mãe de Rafael entra com pedido de revogação da prisão temporária

Advogado diz que medidas cautelares poderiam ser adotadas em vez da detenção em presídio

Defesa da mãe de Rafael entra com pedido de revogação da prisão temporária Lauro Alves/Agência RBS
Perícia reconstituiu crime ocorrido no norte do Estado na quinta-feira Foto: Lauro Alves / Agência RBS

A defesa de Alexandra Dougokenski, 33 anos, detida desde 25 de maio pela morte do filho caçula, Rafael Winques, 11 anos, em Planalto, no norte do Estado, aguarda a análise de um pedido de revogação da prisão temporária encaminhado à Justiça na sexta-feira (19). 

O advogado da mulher, Jean Severo, afirma que a solicitação tem como base o fato de a investigação ter avançado “sem concluir coisa alguma”, na sua avaliação, contra a cliente. Para o defensor, o crime de Alexandra — que admite ter provocado a morte do menino de forma não intencional ao exagerar na dose de uma medicação — deve ser interpretado como homicídio culposo com pena de um a três anos “e sem possibilidade de prisão preventiva”. 

Severo sustenta ainda que a mãe do garoto estaria enfrentando dificuldades no Presídio Feminino de Guaíba: 

— Ela está sofrendo uma pressão muito grande no presídio, das próprias presas, se alimentando mal, porque a polícia já havia dito, de forma irresponsável, em um primeiro momento, que (a morte) havia sido por asfixia.

O advogado afirma que concordaria com a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, prisão domiciliar ou uso de tornozeleira, por exemplo. Conforme Severo, o pedido encaminhado à Justiça está sob vista do Ministério Público.

— Espero que saia uma decisão por volta de segunda-feira (22) —  diz Jean Severo. 

Na quinta-feira (18), Alexandra participou de uma reconstituição para simular o assassinato de Rafael. A perícia foi concluída por volta da meia-noite, após seis horas de trabalho. o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Joerberth Nunes, declarou que a polícia procura esclarecer contradições entre os depoimentos da mãe e do filho mais velho, de 17 anos, a respeito do crime.

O que se sabe sobre o caso

A mãe de Rafael está presa desde 25 de maio, quando confessou o crime. Em 15 de maio, Alexandra procurou o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. Ela afirmou que o filho caçula tinha saído de casa durante a madrugada e desaparecido. O sumiço do menino mobilizou a região. 

Dez dias depois, Alexandra confessou à polícia ter matado o garoto. A mulher indicou aos policiais o local onde estava escondido o corpo: dentro de uma caixa de papelão na garagem de uma casa vizinha ao local onde o menino morava com a mãe e o irmão.  

Alexandra alega que matou o filho por acidente, ao exagerar em uma medicação. A mulher diz que o menino estava agitado e não queria dormir. Por isso, teria dado a ele dois comprimidos de diazepam que provocaram sua morte. Ela afirma que, depois disso, carregou o corpo até a casa vizinha, que estava vazia porque os moradores haviam viajado. 

A polícia suspeita dessa versão e apura se ela realmente cometeu o crime sozinha, como alega. Uma perícia inicial apontou que o menino teria sido morto por asfixia mecânica.

 
 
 
 
 
 
 
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