Mais de 200 policiais prendem integrantes de quadrilha que roubava residências na Região Metropolitana - Polícia

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Operação em cinco cidades02/09/2020 | 07h49Atualizada em 02/09/2020 | 07h49

Mais de 200 policiais prendem integrantes de quadrilha que roubava residências na Região Metropolitana

Grupo tinha participação de detentos, agia com violência e atacava em áreas nobres, principalmente em Canoas e em Porto Alegre

Mais de 200 policiais prendem integrantes de quadrilha que roubava residências na Região Metropolitana Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Ação conjunta das polícias ocorreu em cinco cidades da Região Metropolitana Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Uma operação conjunta entre Polícia Civil e Brigada Militar reuniu mais de 200 agentes, na manhã desta terça-feira (1º), em cinco cidades da Região Metropolitana para prender integrantes de uma quadrilha que rouba residências em áreas nobres, principalmente em Canoas e em Porto Alegre. Também houve ataques em Cachoeirinha, Viamão e Sapucaia do Sul.


O grupo, que conta com a participação de detentos no planejamento dos crimes, agia com violência, fazendo reféns mediante ameaças, amarrando as vítimas, dando coronhadas e, em um dos casos — que deu início à apuração —, baleando um morador que reagiu à ação.

Participaram da Operação Pentágono 150 policiais civis e 50 militares, além de agentes penitenciários, no cumprimento de 31 ordens judiciais, sendo quatro de prisão nas cidades de Canoas, Porto Alegre — basicamente no bairro Mario Quintana —, Alvorada, Gravataí e Charqueadas. Todos os mandados foram cumpridos. No entanto, 18 suspeitos foram identificados durante um ano de investigação da Delegacia de Repressão de Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas.

— Aos poucos, conforme vamos obtendo provas, vamos identificando os integrantes e investigando suas ações. Hoje (terça-feira) ocorre mais uma etapa do trabalho, que continua — relata o delegado Thiago Lacerda, titular da Draco. 

Assaltos

Os criminosos ingressavam nas residências de várias formas, sendo que preferiam esperar a chegada dos moradores, geralmente à noite, para fazer a abordagem e realizar os roubos. Em alguns casos, eles aguardavam o momento em que as vítimas atendiam motoboys fazendo telentregas ou, conforme áudio divulgado por Lacerda, se passavam por policiais, com roupas e distintivos, como se fosse uma investigação.

Conforme outro áudio divulgado pela polícia, depois da apreensão do celular de um dos investigados, as casas em bairros de classe média ou alta eram escolhidas após buscas e pesquisas feitas por integrantes do grupo, alguns deles, de dentro de presídios em Charqueadas.

Vítimas

 ****EM BAIXA****PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 01/09/2020- Mais de 200 policiais prendem na Região Metropolitana integrantes de quadrilha que roubava residências. Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS<!-- NICAID(14581276) -->
Além de 150 policiais civis, ação contou com 50 policiais militares do 15º Batalhão da Brigada Militar Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Lacerda ressalta que várias vítimas foram agredidas, amarradas e uma delas foi baleada. Segundo ele, foi um morador do bairro Marechal Rondon, em Canoas, que levou um tiro após reagir a um dos ataques. O homem sobreviveu.

As pessoas eram feitas reféns sob forte pressão psicológica, inclusive com ameaças se fizessem o registro do roubo. Mas, ao contrário disso, Lacerda diz que as ocorrências foram fundamentais para apurar os casos e prender os criminosos.

Em outra troca de mensagens entre os criminosos, eles destacam entre si a cooptação de outros integrantes para aumentar o número de roubos.

Outros crimes 

A quadrilha era ligada a uma facção criminosa da Região Metropolitana e também realizou roubos de veículos, alguns durante os ataques a residências, e a estabelecimentos comerciais. Lacerda explica que os criminosos, que levavam principalmente aparelhos eletrônicos das casas assaltadas, já tinham combinação prévia com uma rede de receptadores. Os carros, por exemplo, eram repassados para clonagem.  A polícia espera que, com as prisões, consiga averiguar de forma precisa quantos roubos ocorreram. Os nomes dos investigados não foram divulgados. 

Um dos detidos, no bairro Mario Quintana, na zona norte de Porto Alegre, tentou fugir ao colocar uma escada para uma saída até o telhado. O delegado Thiago Carrijo, responsável pela prisão, diz que o investigado iria pular depois para outros residências e acredita que ele já tinha planejado esta situação em caso de abordagem. Além disso, o homem é suspeito de balear uma policial civil em Canoas durante tentativa de assalto.

 
 
 
 
 
 
 
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