Padrasto é preso pela morte de menino de três anos no norte do RS - Polícia

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 São José do Ouro20/09/2020 | 16h22Atualizada em 20/09/2020 | 16h22

Padrasto é preso pela morte de menino de três anos no norte do RS

Prisão temporária foi cumprida nesta sexta-feira após perícia confirmar agressões

Padrasto é preso pela morte de menino de três anos no norte do RS Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação

Após a Justiça deferir mandado de prisão temporária, o padrasto de um menino de três anos foi detido na manhã desta sexta-feira (18) em São José do Ouro, no norte do Rio Grande do Sul. A criança morreu no último domingo (13), e a alegação ao hospital, no dia do fato, foi de que houve uma queda. Mas o laudo pericial confirmou que houve várias lesões no corpo e a Polícia Civil conclui que foram decorrentes de agressões.

Após ouvir familiares da criança durante toda a semana e de ter recebido resultado de laudo pericial, o delegado José Marcos Falcão, responsável pela investigação, e a equipe da delegacia do município prenderam temporariamente o padrasto do menino. 

No dia do fato, foi informado ao hospital que a vítima tinha sofrido uma queda. As informações foram da mãe e do padrasto. Mas durante depoimentos, a mãe da criança disse que o companheiro havia informado que houve uma queda no box do banheiro. Já o padrasto afirmou outra coisa, que houve uma queda quando o enteado estava no vaso sanitário

O homem foi preso por várias circunstâncias. Segundo Falcão, ele estava sozinho com o menino no dia do crime, a mãe confirmou em depoimento que já houve agressões anteriores e, principalmente, a perícia apontou lesões em todo o corpo da vítima decorrentes de agressões. 

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontou que a criança tinha várias lesões internas pelo corpo: cabeça, rosto, peito, tórax, abdômen, braços e costas. Assim, foi possível constatar que a causa da morte foi completamente incompatível com os relatos repassados à polícia.

O homem, que tem 21 anos, não quis se manifestar após a prisão. Os nomes não foram revelados para não expor a família. A investigação continua.

 
 
 
 
 
 
 
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