Após noite de tiroteio, Brigada Militar coloca policiais dentro do Hospital Cristo Redentor - Polícia

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Prevenção18/10/2020 | 12h34Atualizada em 18/10/2020 | 12h34

Após noite de tiroteio, Brigada Militar coloca policiais dentro do Hospital Cristo Redentor

Objetivo é assegurar que novo episódio de violência não ocorra após instituição receber pacientes de áreas conflagradas

Após noite de tiroteio, Brigada Militar coloca policiais dentro do Hospital Cristo Redentor Isadora Neumann/Agencia RBS
Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS

A Brigada Militar confirmou, neste sábado (17), que reforçou o policiamento no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, para evitar um eventual novo episódio de violência. Na noite de sexta-feira (16), criminosos atiraram contra o carro de familiares de três homens que buscavam atendimento na emergência, após terem sido baleados no bairro Sarandi.

O reforço é feito por policiais do 11º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela segurança da área. O comandante da unidade, tenente-coronel André Ilha Feliú, revelou que enviou agentes para atuar na área externa e, também, dentro do hospital. 

– A ideia é preventivamente evitar qualquer outro tipo de situação que possa ocorrer no Cristo Redentor. Lamentavelmente ocorreu, ontem, essa situação que começou na Vila São Borja e culminou com o desfecho no hospital. Estamos  reforçando o entorno, nas imediações da Avenida Assis Brasil e, inclusive, dentro do hospital estamos com policiais da inteligência e policiais fardados – detalhou. 

A BM também destacou que não houve tiros de fuzil, como levantado inicialmente por pessoas que estavam no local. A corporação diz ter evidência de que um disparo foi feito na frente da instituição. Já pessoas que estavam no local e o diretor do hospital relataram que ouviram diversos estampidos que acreditam ter sido tiros. Uma mulher - familiar de um dos homens baleados anteriormente - foi ferida de raspão e já recebeu alta. 

O incidente gerou correria e pânico entre funcionários, pacientes e pessoas que estavam no local por volta das 19h35min. Cecília Suzane Pires, de 22 anos, estava chegando ao Cristo Redentor para acompanhar sua mãe, que está hospitalizada, quando ocorreram os tiros:

– Só tivemos tempo de correr. Muita gente teve que pular a catraca e invadir o hospital, pois não sabíamos se eles iriam entrar atirando.


Polícia vai procurar câmeras

A Polícia Civil já sabe que o tiroteio no hospital foi um segundo momento de um crime que começou antes, também na zona norte. Criminosos atiraram contra três pessoas que conversavam no condomínio Irmãos Maristas, na Vila São Borja, bairro Sarandi.  

Os feridos foram levados por familiares para o hospital, mas os veículos foram perseguido pelos atiradores. Na frente do Cristo Redentor, suspeita-se que foram os mesmos bandidos que voltaram a atirar, mas os homens já estavam dentro da emergência. Quem foi ferida foi uma familiar de uma das vítimas do primeiro ataque. 

O delegado Luis Antônio Firmino, da 3ª Delegacia de Homicídios,  explicou que o pano de fundo do conflito é a presença de um traficante da Vila Nazaré no condomínio, para visitar um parente. O prédio fica na Vila São Borja e as duas localidades são dominadas por grupos rivais do tráfico de drogas. 

– Havia três pessoas conversando em frente a um dos blocos, dois deles moradores um terceiro, que é da Nazaré e tem passagens por tráficos. Ele era o alvo. Enquanto eles estavam ali, apareceu um carro prata e desceram três jovens, que efetuaram disparos de pistola. Os tiros atingiram eles e, também, as paredes do edifício –  detalhou o policial.

O condomínio foi construído para receber famílias da Vila Nazaré, removidas para a obra de ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho. 

 
 
 
 
 
 
 
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