Polícia busca pistas sobre assassinato de agente de segurança grávida e de marido na zona norte de Porto Alegre    - Polícia

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Investigação27/11/2020 | 10h18Atualizada em 27/11/2020 | 10h19

Polícia busca pistas sobre assassinato de agente de segurança grávida e de marido na zona norte de Porto Alegre   

Casal, natural do Rio Grande do Sul, vivia em praia de Santa Catarina. Os dois foram mortos a tiros na noite do último domingo  

Polícia busca pistas sobre assassinato de agente de segurança grávida e de marido na zona norte de Porto Alegre    Marcos Pacheco / RBS TV/RBS TV
Foto: Marcos Pacheco / RBS TV / RBS TV
Leticia Mendes

Moradores da Praia do Rosa, em Santa Catarina, uma agente de segurança e o marido acabaram mortos na noite do último domingo na zona norte de Porto Alegre. Itiara Hepp da Rosa Araújo, 36 anos, grávida de cerca de sete meses, e Guilherme Gomes Raya, 27, estavam dentro de um veículo no bairro Farrapos quando foram abordados pelos atiradores. A polícia tenta compreender as circunstâncias que levaram ao crime. 

Segundo a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda são apuradas diferentes hipóteses para o crime. À polícia, os familiares relataram que o casal havia viajado para o Rio Grande do Sul por conta da comemoração do chá de bebê. Itiara estaria em período de férias e os dois estavam hospedados na casa de familiares na Região Metropolitana. No domingo, estariam em Cachoeirinha e depois seguiram até Porto Alegre. A polícia ainda tenta elucidar o que motivou o deslocamento do casal até o local do crime.  

Eles estavam a bordo de um Peugeot 206, quando ingressaram no bairro Farrapos. Estacionaram o carro ao lado de uma praça na Rua Lindo Pasqualin Brufatto. Segundo imagens obtidas pela polícia, os atiradores estavam em bicicletas. Poucos minutos após as vítimas estacionarem, os dois cruzaram ao lado do veículo e retornaram na sequência, quando aconteceram os disparos. O casal não chegou a desembarcar do carro.  

—  Pelas imagens, podemos ver que esses dois passam pelo veículo e voltam. Eles abordam o carro, fazem os disparos e vão embora — explica a delegada.  

Guilherme foi alvejado por dois tiros e Itiara por três — os dois morreram no local, assim como o bebê. Ainda não há confirmação sobre o tipo de arma usada no crime e nem se os dois atiraram no casal – não foram apreendidos estojos no local. A polícia tenta localizar testemunhas que possam auxiliar a esclarecer os fatos e analisa as imagens para tentar identificar os atiradores.  

A investigação também tenta entender o motivo que levou o casal até aquele local.  Segundo a polícia, Guilherme tinha um antecedente por tráfico de drogas ocorrido no Rio Grande do Sul no ano de 2017. Mas ainda não é possível apontar se há alguma relação com a morte do casal. A polícia não descarta que eles tenham sido vítimas de latrocínio, que é o assalto com morte.  

—  A partir das imagens que obtivemos, não é possível descartar nenhuma hipótese —  diz a delegada.  

Despedida  

Itiara teve o corpo sepultado em Pelotas, na Região Sul, no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, e Guilherme foi enterrado em Cachoeirinha, no Cemitério Memorial da Colina. Pelas redes sociais, familiares, amigos e colegas manifestaram o pesar pela perda do casal. Entre as imagens divulgadas, estão fotos do chá de bebê realizado à espera de Joaquim. Nele, Itiara e Guilherme aparecem juntos – em uma delas, ele beija a barriga da mulher. GZH tenta contato com familiares das vítimas. 

Itiara trabalhava como agente de segurança socioeducativa em Criciúma, Santa Catarina. Na Praia do Rosa, seria proprietária de um hostel. A morte da servidora gerou uma série de manifestações dos colegas, que realizaram atos de solidariedade em frente às unidades prisionais. A Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa de Santa Catarina emitiu uma nota, onde manifesta pesar pelo caso. “A SAP presta suas condolências aos familiares e amigos de Itiara pela irreparável perda e lamenta profundamente o falecimento da servidora”, diz o comunicado.  

Denuncie 

A polícia pede que quem tiver informações que possam auxiliar na elucidação do caso entre em contato, ainda que de forma anônima. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 642 0121.  

 
 
 
 
 
 
 
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