Alvo de operação, bairro Jardim Carvalho registrou 10 assassinatos em 44 dias - Polícia

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Investigação23/02/2021 | 07h00Atualizada em 23/02/2021 | 07h00

Alvo de operação, bairro Jardim Carvalho registrou 10 assassinatos em 44 dias

Seis mortes ocorreram em um período de 48 horas e em um raio de um quilômetro

Alvo de operação, bairro Jardim Carvalho registrou 10 assassinatos em 44 dias Ronaldo Bernardi / Agencia RBS/Agencia RBS
Em 1º de fevereiro, foram três vítimas em um único ataque a uma casa Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Agencia RBS

O ponto de partida para a Operação Constrição, feita nesta segunda-feira (22) em Porto Alegrecom o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e 16 de prisão —, foi a morte de sete pessoas no bairro Jardim Carvalho, em 26 dias – o total chega a 10 quando se pega um período maior, de 44 dias, entre 8 de janeiro e 20 de fevereiro. Seis assassinatos ocorreram em um período de 48 horas e em um raio de um quilômetro (veja o mapa abaixo). O trabalho é do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa com apoio da Brigada Militar.

A violência colocou as forças de segurança em alerta. Durante a investigação que embasou a Operação Constrição, mais ataques foram registrados. Até a manhã de domingo (21), o total de mortes causadas pela guerra entre criminosos da Grande Cruzeiro do Sul (facção Antibala) e do Jardim Carvalho (Bala na Cara) chegava a 12 — além de um morto em confronto com a BM.

O primeiro caso ocorreu em 8 de janeiro, quando William Nazário de Souza foi morto com 20 tiros. Pelos menos dois homens participaram do ataque. Investigações apontam que a ordem foi dada de dentro do sistema penitenciário.

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Já no dia 30 de janeiro, foram mortos Jefferson Ricardo da Silva Gomes e José Adroaldo Menezes. Perto dos corpos foram recolhidas munição calibre 9 mm e de fuzil .556.

No dia 31, a vítima foi Marcel de Freitas Santiago. Ele foi baleado na madrugada, e o corpo encontrado pela manhã.

Em 1º de fevereiro, mais três vítimas em um único ataque a uma casa: Pedro Henrique Silva Santos Soares e os irmãos Paulo Gabriel e João Vitor Correa de Lima. Segundo testemunhas, 10 homens armados invadiram a casa onde o trio dormia. Teriam se identificado como policiais.

Apesar do medo que domina localidades conflagradas pelo tráfico, testemunhas apontaram como suspeitos das mortes ex-moradores do Jardim Carvalho, expulsos do local pela facção que tomou conta de pontos de tráfico. Todos são alvo da operação desta segunda-feira.


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