Polícia Civil contabiliza 36 casos de vidraças quebradas em Porto Alegre e Região Metropolitana - Polícia

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Investigação15/04/2021 | 09h05Atualizada em 15/04/2021 | 09h05

Polícia Civil contabiliza 36 casos de vidraças quebradas em Porto Alegre e Região Metropolitana

Suspeitos ainda não foram identificados

Polícia Civil contabiliza 36 casos de vidraças quebradas em Porto Alegre e Região Metropolitana Ronaldo Bernardi / Agencia RBS/Agencia RBS
Dos 36 casos, conforme levantamento da polícia, 12 foram registrados em delegacias Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Agencia RBS

A Polícia Civil, por meio do Departamento Metropolitano (DPM), contabilizou até as 15h desta quarta-feira (14) 36 ocorrências de vandalismo em vidraças de lojas, bancos e prédios em Porto Alegre e na Região Metropolitana

São 21 casos na Capital, 14 em Viamão e um em Gravataí. Nem todos ainda foram registrados, e a polícia procura suspeitos, que teriam agido a pé e em um caminhão baú de cor branca. As vidraças foram quebradas com pedras e disparos de arma de pressão — foram encontradas esferas de chumbo em vários locais.

De acordo com a diretora do DPM, delegada Adriana da Costa, os números são resultados de levantamentos feito pelos agentes de várias delegacias da região, sendo que nem todos os fatos apurados têm registro de ocorrências nos distritos policiais.

— É um trabalho que envolve juntar ocorrências, buscar fatos e fazer mapeamento, para, depois, ouvir as pessoas, pedir que registrem (o vandalismo) e apurar horários, formas de ação e principalmente analisar imagens de câmeras das prefeituras, particulares, bem como do cercamento eletrônico. Com isso, podemos ter ideia dos suspeitos e descobrir a motivação — diz Adriana.  

Até o momento, a polícia trata os casos como dano ao patrimônio.

Quatro vidraças de estabelecimentos comerciais são quebradas na avenida Assis Brasil em Porto Alegre.<!-- NICAID(14757220) -->
Banco da zona norte de Porto Alegre atingido por suspeitos investigados pela polícia Foto: Tiago Bitencourt / Agencia RBS

Porto Alegre

Dos 36 casos levantados até a tarde desta quarta-feira, 21 foram na Capital — nove já foram registrados em delegacias. São vandalismos em bancos, atelier, academia, revenda de carros, lancheria, estabelecimento de ensino, prédio residencial e lojas. A maioria dos atos ocorreu entre as 19h e as 20h de terça-feira (13), mas a delegada Adriana diz que o primeiro foi às 15h na Avenida Bento Gonçalves. Houve registro ainda de depredação nas Avenidas Coronel Aparício Borges e Nonoai. 

O maior número de casos ocorreu nas Avenidas Assis Brasil, com três agências bancárias atingidas, além de outras vias como Carlos Gomes, Senador Tarso Dutra, Salvador França e Nilo Peçanha.

Região Metropolitana

Outros 14 casos foram registrados em Viamão, em um trecho de dois quilômetros na RS-040, entre as paradas 32 e 42. A delegada Adriana diz que os relatos de ocorrências foram registrados entre as 20h30min e as 21h25min de terça, conforme foi repassado pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

O levantamento da Polícia Civil contabilizou 10 revendas de veículos que tiveram os vidros quebrados, e 32 carros atingidos pelos estilhaços. A imagem de um caminhão passando pelo local com o passageiro atirando um objeto contra um vidro que quebra é uma das principais provas obtidas pela investigação.

Além das revendas, há ainda outros tipos de estabelecimentos atingidos, como comércio de frutas, lojas de materiais de construção e móveis, além de uma clínica médica. Dois proprietários que tiveram os locais com vidraças quebradas já procuraram a polícia. Em Viamão, os agentes acreditam que, na maioria dos casos, foram usadas armas de pressão para atingir as vitrines com esferas de chumbo. 

Em Gravataí, há um registro de vandalismo na noite de terça-feira. A síndica de um prédio informou à polícia depredação da fachada do imóvel, que teve vidro quebrado. A investigação apura se, pelo menos, duas paradas de ônibus na Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira, que tiveram vidros de placas quebrados, podem ter relação com os demais fatos. São as paradas 59 e 60.

Os telefones (51) 98444 0606 e 181 podem ser usados para registros de vidraças quebradas ou denúncias sobre suspeitos. 


 
 
 
 
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