Polícia



Operação Tatu

 Polícia prende 11 suspeitos de envolvimento em mais de 10 ataques a bancos e lotéricas no último ano no RS

Grupo, que tem 20 investigados por furtos qualificados, abria buracos em paredes para invadir os estabelecimentos

11/05/2021 - 07h00min

Atualizada em: 11/05/2021 - 09h50min


Cid Martins
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Gustavo Gossen
Gustavo Gossen
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Polícia Civil / Divulgação
Policiais civis cumpriram nesta segunda-feira 16 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão

Cerca de cem policiais civis participaram de operação, nesta segunda-feira (10), que visava organização criminosa gaúcha suspeita de envolvimento em ao menos 14 ataques a bancos e lotéricas no último ano. O grupo agia sempre da mesma forma: abrindo buraco em paredes dos imóveis para invadir as agências. Ao todo, 11 pessoas foram detidas em seis cidades do Rio Grande do Sul. 

A operação coordenada pelo delegado João Paulo de Abreu, responsável pela investigação de um ano e titular da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), diz que, além das 16 ordens de prisão temporária (sendo que 11 suspeitos foram localizados), também foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Esteio e Alvorada, na Região Metropolitana, Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, e Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo.

Ao todo, 20 suspeitos são investigados por realizarem, no período de um ano, pelo menos 14 furtos qualificados, a maioria em bancos, mas houve alguns casos em lotéricas. Os crimes ocorreram em Novo Hamburgo, São Leopoldo e Portão, no Vale do Sinos, Nova Santa Rita, Porto Alegre e Guaíba, na Região Metropolitana, Caxias do Sul, na Serra, e Terra de Areia, no Litoral Norte.  

Operação Tatu

A ação desta manhã recebeu o nome de Operação Tatu uma referência ao modo de ação dos criminosos, que abriam buracos em paredes de prédios vizinhos às agências ou diretamente nos próprios imóveis.

— Eles literalmente faziam buracos nas paredes, mas depois disso, também rastejavam pelos locais, já dentro dos imóveis, para evitar o acionamento de alarmes — explica Abreu.

Abreu ainda destaca que bens adquiridos pelos suspeitos com os furtos foram confiscados, como por exemplo, três automóveis, além de contas bancárias deles terem sido bloqueadas judicialmente. Outros quatro suspeitos seguem sendo procurados e todos os 20 envolvidos na organização criminosa serão indiciados pelos ataques.

Polícia Civil / Divulgação
Documentos apreendidos pelos agentes, durante as buscas em seis cidades gaúchas, serão anexados ao inquérito policial



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