Taxista é atingido por pedra em viaduto de Porto Alegre - Polícia

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Avenida Loureiro da Silva22/06/2021 | 07h00Atualizada em 22/06/2021 | 12h26

Taxista é atingido por pedra em viaduto de Porto Alegre

Caso ocorreu embaixo da estrutura localizada entre as Avenidas Loureiro da Silva e João Pessoa

Taxista é atingido por pedra em viaduto de Porto Alegre José Amorim / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Pedra quebrou o para-brisa do táxi Foto: José Amorim / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Por volta das 7h desta segunda-feira (21) houve mais um ataque a veículo com pedras em Porto Alegre. Depois da morte da passageira Munike Krischke, no dia 12 deste mês, na entrada da cidade pela freeway com a Avenida Castelo Branco — quando outros dois motoristas também registraram ataques — agora o alvo foi um taxista e em via urbana. O condutor trafegava por baixo do viaduto entre as Avenidas Loureiro da Silva e João Pessoa quando teve o para-brisa quebrado. O local fica exatamente entre os bairros Cidade Baixa e Centro Histórico

O taxista José Amorim, 40 anos, morador do bairro Petrópolis, relata que estava sozinho no carro e indo em direção à ponte de pedra para pegar um passageiro quando ouviu um estrondo e logo depois o para-brisa sendo quebrado por uma pedra.

— O que posso dizer, foi uma infelicidade, não sei o que houve, mas foi um susto muito grande, a sorte que eu estava sozinho — destaca Amorim.

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Depois do incidente, o taxista controlou o carro, não parou e seguiu pelo trajeto, justamente por temer que pudesse ser uma tentativa de assalto. Contudo, ele não pode afirmar o que ocorreu, já que não viu movimentação suspeita e, tão pouco, alguém atirando a pedra em direção ao veículo. Ele não descarta que possa ter ocorrido um ato de vandalismo.

Amorim não se feriu e diz que ainda não registrou ocorrência. Primeiro, ele comunicou o fato ao proprietário do táxi de prefixo 2265 e depois foi providenciar a troca do vidro. A área de investigação pertence à 1ª Delegacia de Polícia. Até às 12h, ainda não havia sido feito boletim de ocorrência.

Morte na freeway

Sobre o caso de Munike Krischke, 45 anos, a 2ª Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso, que pode ser tanto vandalismo, quanto tentativa de assalto. Ainda não há suspeitos. Na última sexta-feira, cem policiais, em uma operação integrada, fiscalizaram a freeway na entrada da cidade. Mais de cem veículos e 30 pessoas foram abordadas nas proximidades de viadutos, pontes, passarelas e rótulas. Um foragido foi preso. A ação irá ocorrer durante as próximas semanas em dias e locais alternados. O objetivo é coibir ataques com pedras, mas também outros tipos de delitos.

Veículo foi atingido por paralelepípedo quando trafegava pela freeway, por volta das 20h30min de sábado (12)
Carro em que Munike Krischke estava no dia 12 e que foi atingido por um paralelepípedo na entrada da Capital Foto: Sabrina Krischke / Arquivo Pessoal

Somente neste ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu 45 chamados sobre carros atingidos por pedras em vias federais da Região Metropolitana. O trecho da BR-290, entre Gravataí e Eldorado do Sul, teve 50% de casos em que os policiais foram acionados. Os locais com mais ocorrências foram justamente a entrada de Porto Alegre pela Avenida Castelo Branco, onde Munike foi atingida, além da saída para a freeway pela Avenida Assis Brasil e em uma rótula no km 68 em Gravataí, além do início da ponte sobre o Rio Jacuí, para quem se desloca da Capital para Eldorado do Sul. 


 
 
 
 
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