Polícia pede prisão preventiva de mulher suspeita de submeter filha de 12 anos à prostituição e de homem que teria estuprado a menina - Polícia

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Litoral Norte29/07/2021 | 08h48

Polícia pede prisão preventiva de mulher suspeita de submeter filha de 12 anos à prostituição e de homem que teria estuprado a menina

Os dois foram presos em flagrante na última quinta-feira (22) em Santo Antônio da Patrulha

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de uma mulher de 52 anos e de um homem de 63 suspeitos, respectivamente, de explorar sexualmente uma menina de 12 anos e de estuprá-la. Eles foram presos em flagrante na última quinta-feira (22), em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte.

A mulher vai responder por submeter a própria filha, menor de idade, à prostituição, crime que tem pena de quatro a 10 anos de prisão. Ela teria levado a menina até a casa do homem para que eles praticassem atos sexuais. Ele vai responder por estupro de vulnerável, cuja pena vai de oito a 15 anos de prisão.

A mulher foi conduzida ao Presídio Estadual Feminino de Torres e o homem à Penitenciária Modulada Estadual de Osório. A prisão preventiva de ambos não havia sido decretada pela Justiça até a publicação desta reportagem.

O caso

Por volta das 21h da última quinta-feira (22), vizinhos da vítima denunciaram o crime a Brigada Militar (BM). Segundo os PMs, a menina abriu a porta da casa e estava nua. Ao entrarem, localizaram o suspeito, que também estava nu, em um quarto. Questionado, ele afirmou estar "ajudando financeiramente" a mãe da menina em troca de visitas da menor. No quarto também foi encontrado um revólver calibre 38 municiado, além de munições.

Aos policiais, a mãe da menina confirmou tê-la entregue ao homem, e disse que fez isso em outras ocasiões. De acordo com o delegado Valdernei Tonete, responsável pelo caso, a mulher afirmou em depoimento que teria levado a filha para "conversar" com ele.

— Os dois crimes são muito graves. A conduta da mãe é extremamente reprovável, pela sua condição de mãe, por ser alguém que deveria estar cuidando da filha, a protegendo, e não a explorando sexualmente — afirmou o delegado.

A menina foi encaminhada ao Conselho Tutelar.

 
 
 
 
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