Pai e filho são presos por fornecer armas para facção criminosa em Eldorado do Sul - Polícia

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Região Metropolitana30/08/2021 | 12h58Atualizada em 30/08/2021 | 12h58

Pai e filho são presos por fornecer armas para facção criminosa em Eldorado do Sul

Interceptação de mensagens comprovaram a negociação, segundo a Polícia Civil. Durante a investigação, pelo menos cinco revólveres foram negociados

Pai e filho são presos por fornecer armas para facção criminosa em Eldorado do Sul Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Interceptações de mensagens, inclusive com fotos, foram as provas que a polícia obteve para comprovar a venda de armas Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

Após 10 meses de investigação, a Polícia Civil de Eldorado do Sul prendeu, na madrugada deste sábado (28), pai e filho suspeitos de fornecer armas para uma facção criminosa que atua no município. O crime, segundo a corporação, foi comprovado por meio de interceptação de mensagens com áudios, textos e fotos.

Durante a apuração, houve a confirmação de que pelo menos cinco revólveres foram negociados.

Conforme a polícia, as interceptações mostram os dois ofertando armas e ainda combinando de transportar drogas para a quadrilha. De acordo com o delegado Guilherme Dill, responsável pelo caso, a dupla fazia o transporte de entorpecentes por pelo menos uma vez a cada semana — o acerto teria sido feito após os primeiros contatos para o fornecimento de armamento.

O cumprimento de mandado de busca e apreensão ocorreu na casa da família no Beco do Botafogo, em Eldorado do Sul, durante a chamada "Operação Pallas". Os agentes tentaram localizar armas, mas Dill acredita que elas já teriam sido revendidas e agora busca os receptadores, bem como fornecedores. 

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Negociação de armas via mensagens por telefone Foto: Polícia Civil / Divulgação

Um dos detidos, o pai, tem antecedentes por receptação, roubo com uso de arma, bem como furto e porte ilegal de arma de fogo.

Com novos depoimentos e análise detalhada de telefones apreendidos, além de resultados periciais, a polícia tentará saber quantas armas foram negociadas nesse período de 10 meses e como elas eram obtidas, além de valores. A investigação continua também porque outros dois suspeitos estão envolvidos no esquema. Durante a apuração, outros dois criminosos já haviam sido detidos. Devido a esse fato, nomes ainda não estão sendo divulgados.


 
 
 
 
 
 
 
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