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Investigação13/08/2021 | 07h00Atualizada em 13/08/2021 | 07h00

Perícia confirma que sangue encontrado em camiseta é do menino Miguel

Criança está desaparecida desde 29 de julho; mãe e madrasta estão presas, suspeitas de homicídio

Perícia confirma que sangue encontrado em camiseta é do menino Miguel Anselmo Cunha / Agencia RBS/Agencia RBS
Buscas são realizadas pelo 15º dia no Litoral Norte Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS / Agencia RBS

O sangue encontrado em uma camiseta infantil recolhida na pousada onde o menino Miguel dos Santos Rodrigues, sete anos, vivia com a mãe e a madrasta, em Imbé, era da criança. A constatação veio após análise de DNA por peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Essa informação já foi repassada ao delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, responsável pela investigação sobre o desaparecimento do menino.

Também foi encontrado DNA de Miguel em uma corrente metálica encontrada no quarto da pousada. A suspeita é de que a mãe e a madrasta teriam o hábito de acorrentar a criança. 

Outra informação repassada pelos peritos à Polícia Civil é de que fio de cabelo encontrado no poço de luz da pousada também era de Miguel. Conforme as investigações, o menino seria deixado nesse local escuro, úmido e frio como castigo.

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O IGP segue fazendo perícia em outros objetos recolhidos, como a mala em que a mãe de Miguel diz ter usado para transportar o corpo do filho depois de morto até o Rio Tramandaí, onde teria sido jogado.

Miguel está desaparecido desde 29 de julho, quando a mãe Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, 26 anos, foi comunicar o sumiço do filho e acabou confessando ter matado a criança, versão essa que foi modificada nos últimos dias, quando a defesa disse que ela nega a autoria do assassinato. 

A madrasta Bruna Nathiele Porto da Rosa, 23 anos, foi presa no dia 2 de agosto. Ambas foram indiciadas por homicídio qualificado, tortura e ocultação de cadáver. A advogada de Bruna, Helena Von Wurmb, que recém-assumiu o caso, disse que pretende se manifestar ainda nesta quinta-feira (12) sobre os fatos.

O delegado Ractz pretende concluir até sexta-feira (13) mais essa etapa do inquérito. Está reunindo o máximo de provas técnicas que liguem a dupla ao que considera um homicídio, mesmo que o corpo não tenha sido encontrado.

Nesta quinta-feira, os bombeiros realizaram novas buscas. Os trabalhos estão concentrados na orla, com uso de drone, binóculo e ronda pela areia.

O Ministério Público analisa o inquérito policial. Deve apresentar ou não denúncia contra as duas ou pedir novas diligências na próxima semana. 

 
 
 
 
 
 
 
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