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Em Carazinho23/09/2021 | 07h00Atualizada em 23/09/2021 | 07h00

Bombeiros retomam buscas em rio por taxista desaparecido no norte do RS

Latrocínio ou homicídio são principais hipóteses para desaparecimento de Fernando Schmitt, 41 anos

Bombeiros retomam buscas em rio por taxista desaparecido no norte do RS Corpo de Bombeiros / Divulgação/Divulgação
Equipes procuram por motorista no Rio da Várzea, na área rural Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação / Divulgação
Leticia Mendes

O taxista Fernando Schmitt, 41 anos, morador de Carazinho, no norte do Estado, foi visto pela última vez na noite de sábado (18). Desde então, não se sabe qual foi o itinerário feito pelo motorista, que trabalha há anos no município de 60 mil habitantes.

A principal suspeita da Polícia Civil é de que ele tenha sido morto, em um latrocínio (roubo com morte) ou um homicídio. Buscas são realizadas desde o domingo (19) pelos bombeiros. A procura foi retomada na manhã desta quarta-feira (22).

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As buscas estão concentradas na zona rural do município, onde há suspeita de que a vítima possa ter sido arremessada de uma ponte. No último domingo, o carro dele, um Uno, foi abandonado no bairro Floresta, na área urbana. O veículo tinha marcas de sangue no interior. Uma das possibilidades investigadas é de que tenha sido abandonado no local pelos autores do crime, após retornarem da área rural.

— O carro estava encostado próximo à calçada, com porta aberta, sem chave, e com vestígios de sangue. Havia sangue na porta do carona, nos dois bancos da frente e no banco traseiro  — detalha a delegada Rita de Carli, responsável pela investigação.

Segundo a delegada, o desaparecimento do taxista chegou ao conhecimento da polícia com a localização do veículo, na manhã de domingo. O ponto onde o carro foi abandonado é um bairro da cidade, habitado, com residências de ambos lados. A polícia ainda apura em que momento o automóvel foi deixado no local. Equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP) fez levantamento no local e no veículo, em busca de vestígios que possam levar à autoria do crime.

Ainda no domingo, após a polícia obter informação de que o taxista poderia ter sido jogado de uma ponte no interior do município, os agentes foram até o local. Em uma travessia de pedra, na localidade de Santa Terezinha, distrito de São Bento, a cerca de 20 quilômetros da área central, foram encontrados novos vestígios de sangue. No mesmo dia, os bombeiros deram início às buscas no Rio da Várzea.

—  Vamos continuar com as buscas nessa região porque estamos convencidos de que o corpo da vítima tenha sido deixado ali. Trabalhamos tanto com a hipótese de homicídio, como latrocínio. Como o taxista até o momento não foi encontrado, temos fortes elementos para acreditar que tenha acontecido a morte dele. Estamos tentando entender o itinerário feito por ele naquela noite — diz a policial.

Embora não detalhe o andamento da apuração, e nem como chegou à informação sobre a ponte, a delegada afirma que pessoas próximas ao taxista já foram ouvidas, e a polícia segue em busca de novas pistas do crime. O motorista não tinha antecedentes policiais e era bastante conhecido na cidade.

—  Uma pessoa que trabalhou a vida inteira — afirma a delegada.

O taxista é natural de Carazinho e, quando desapareceu, estava trabalhando no ponto de táxi junto à estação rodoviária da cidade. O caso gerou repercussão no município. Nas redes sociais, moradores lamentam o desaparecimento.

Procura ampliada  

Bombeiros realizam buscas por taxista em Carazinho. Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação<!-- NICAID(14895954) -->
Além da equipe de Carazinho, também atuam nas buscas mergulhadores de Passo FundoFoto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Segundo o tenente-coronel Ricardo Mattei, comandante do 7º Batalhão Bombeiro Militar (BBM) da região, como não há certeza do local onde a vítima possa ter sido deixada, embora haja indícios de que tenha sido junto à ponte, o perímetro de procura foi ampliado. Além da equipe de Carazinho, também atuam nas buscas mergulhadores de Passo Fundo.

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 — Estamos ampliando as buscas para a extensão do rio a jusante (rio abaixo), pois a corrente ainda é muito forte devido às chuvas da semana passada. Os pontos de profundidade variam, com pontos mais profundos, e muita vegetação em ambas as margens. Os mergulhadores fazem as buscas submersos em pontos de remanso, onde a corrente é menor. A extensão é ampliada devido à velocidade do curso d'água  — explica.

A água no local é bastante turva, o que dificulta a visibilidade. Segundo o comandante, a perspectiva é de que as buscas continuem até a localização do taxista.

 
 
 
 
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