Carnes de cavalo e de mula: Polícia Civil catarinense investiga conexão gaúcha de grupo que usava CTG como abatedouro clandestino - Polícia

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Organização Criminosa17/09/2021 | 10h37Atualizada em 17/09/2021 | 10h39

Carnes de cavalo e de mula: Polícia Civil catarinense investiga conexão gaúcha de grupo que usava CTG como abatedouro clandestino

Animais eram abatidos no local e a carne era moída e vendida como se fosse de gado

Carnes de cavalo e de mula: Polícia Civil catarinense investiga conexão gaúcha de grupo que usava CTG como abatedouro clandestino Divulgação PC-SC / ResourceSpace/ResourceSpace
Cerca de 600 quilos de carne ilegal foram apreendidos Foto: Divulgação PC-SC / ResourceSpace / ResourceSpace

A Polícia Civil de Santa Catarina desencadeou operação nesta quinta-feira (16) para investigar uma quadrilha que vendia, de forma clandestina, carnes de cavalo e de mula como se fossem de gado. Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos no sul catarinense. Entre os locais em que os policiais estiveram, está o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Herança do Velho Pai, no Bairro Frasson, na cidade de Morro da Fumaça, que servia como uma espécie de abatedouro. No local, foram encontrados 600 quilos de carnes de cavalo e de mula.

- Eles moíam essa carne e vendiam para estabelecimentos como se fosse carne de gado. E tudo de forma clandestina – explica o delegado Ulisses Gabriel, da delegacia de Morro da Fumaça.

Quatro pessoas foram presas. São investigados crimes contra o consumidor por armazenar produtos sem procedência, organização criminosa, receptação, furto de animais, posse e porte ilegal de arma de fogo e tráfico e associação ao tráfico de drogas.

Entre os presos, estão dois filhos e um genro do patrão do CTG e o açougueiro, que era responsável por carnear os animais e ajudar a moer a carne. O homem apontado como chefe do esquema, que seria o patrão do CTG, é considerado foragido.

- Essa investigação começou em maio. Recebemos informação que um cidadão vendida carne de forma clandestina e receptava gado, cavalo e mula – acrescenta o delegado.

Gabriel conta que a próxima etapa da investigação é saber para onde esse produto ilegal era vendido.

- O açougueiro era gaúcho. Estamos investigando uma conexão com o Rio Grande do Sul. Apreendemos agendas e vimos que constam locais para onde essa mercadoria era vendida. Agora, vamos analisar todo esse material – relata o policial.

Armas, munição e drogas também foram apreendidos.

A chamada Operação Hefesto contou com cerca de 50 policiais civis de Criciúma, Içara, Balneário Rincão, Forquilhinha, Orleans, Cocal do Sul, Lauro Müller e Urussanga, policiais militares, servidores da Secretaria Estadual da Agricultura de Santa Catarina, além de cães farejadores e aeronaves.

O nome Hefesto foi escolhido por se tratar do Deus mitológico grego do fogo, em referência aos tropeiros que conduziam gado pelo Sul do Brasil e paravam nos arredores do atual território de Morro da Fumaça, onde acendiam fogueiras nos acampamentos em meio às neblinas frequentes na região.

GZH tenta contato com o CTG Herança do Velho Pai, às 14h, através do telefone que consta na página do Facebook da entidade, mas a mensagem é que esse número não existe. A reportagem segue tentando o contraponto.

 
 
 
 
 
 
 
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