Polícia segue em busca de imagens de câmeras para tentar esclarecer morte de taxista - Polícia

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Suspeita de latrocínio 17/09/2021 | 07h00Atualizada em 17/09/2021 | 07h00

Polícia segue em busca de imagens de câmeras para tentar esclarecer morte de taxista

Gilberto Bof, 72 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça na noite de segunda-feira na zona sul de Porto Alegre

Polícia segue em busca de imagens de câmeras para tentar esclarecer morte de taxista Arquivo pessoal / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Taxista exercia a profissão há cerca de 25 anos Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
Leticia Mendes

Um dos focos da Polícia Civil para elucidar a morte de um taxista na zona sul de Porto Alegre é buscar imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação do autor do crime. Gilberto Bof, 72 anos, foi morto com dois disparos na cabeça na noite da última segunda-feira (13), no bairro Cavalhada. A principal suspeita é de que ele tenha sido vítima de latrocínio, que é o roubo com morte.  

A polícia tenta detalhar o trajeto realizado pelo taxista e pelo criminoso, que teria embarcado na corrida como passageiro. Na noite do crime, o motorista estava atendendo corridas em um ponto na Rua Afonso Arinos, junto à Avenida Otto Niemeyer, no bairro Camaquã. Normalmente, Bof permanecia em um ponto livre, perto dali, na Travessa Escobar. O condutor morava no mesmo bairro.  

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 — Buscamos imagens junto à EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) também, mas ainda continuamos nessa busca. Temos outras diligências em paralelo. Segue em andamento  — afirma a delegada Vivian do Nascimento, da 13ª Delegacia de Polícia.  

O veículo foi abandonado na mesma noite na Rua Doutor Milton Guerreiro, próximo à Rua Correa Lima, no bairro Santa Tereza. O local fica a cerca de cinco quilômetros de onde o taxista foi alvejado. Câmeras de segurança do entorno registraram o momento em que o automóvel foi deixado no local, cerca de três horas após o crime, por volta das 23h. Um homem aparece descendo do carro, revirando a parte interna e, depois, levando o estepe. Ele foge caminhando em direção à Correa Lima. 

O Etios passou por análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP) ao longo da terça-feira. Foram coletadas impressões digitais, que podem auxiliar a identificar algum suspeito, e material biológico, que pode ser comparado com o perfil de suspeitos. A análise em laboratório também pode identificar o autor ou comprovar a participação dele em outros crimes.  

Até o momento, moradores dos arredores de onde aconteceu o crime foram ouvidos, assim como um familiar do taxista. As testemunhas escutaram somente os disparos e viram o criminoso fugindo com o veículo em alta velocidade. A polícia ainda não sabe, no entanto, se algo mais foi roubado além do carro. Quando foi encontrado caído no meio da rua, o motorista estava com a carteira, com documentos e dinheiro. Segundo a delegada, a perícia deve apontar ainda qual o calibre da arma utilizada.  

Táxi estava abandonado na Rua Doutor Milton Gurreiro, próximo à Rua Correa Lima, no bairro Santa TerezaFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

— Conseguimos localizar um projetil no local. Sabemos que é uma arma de baixo calibre, como os vizinhos (do local do crime) que ouviram os disparos já tinham relatado. Mas ainda não temos precisamente — explica.  

O motivo que levou o criminoso a atirar duas vezes contra o motorista também não está claro. No local onde o taxista foi morto,  na Rua Vicente Pereira de Souza, não foram encontradas câmeras. Informações anônimas sobre o caso podem ser encaminhados para o Disque Denúncia, pelo 181, ou para o WhatsApp da Polícia Civil, pelo 51-98444-0606.  

A vítima 

Casado e pai de dois filhos, Bof nasceu em Gramado, na Serra, mas morou quando jovem no bairro Cavalhada, em Porto Alegre, na casa dos pais. Nesse período, começou a trabalhar vendendo pães produzidos pela mãe. Trabalhou ainda em um depósito de bananas. Depois de casado, passou a viver no bairro Vila Nova, onde cresceram os dois filhos. Aposentou-se como tesoureiro em uma loja, onde trabalhou por longos anos. 

Mais tarde, passou a trabalhar como taxista. Exercia a profissão, segundo familiares, há cerca de 25 anos. Antes de atuar na Zona Sul, havia sido taxista no ponto do Centro Administrativo Fernando Ferrari. No início do ano passado, chegou a anunciar nas redes sociais que passaria a trabalhar no próprio bairro. Era por ali que fazia a maior parte das corridas atualmente. Residia a poucas quadras do ponto de táxi onde costumava permanecer.  

O corpo do taxista foi sepultado no fim da tarde de terça-feira, no Cemitério São Miguel e Almas.

 
 
 
 
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