BM prende suspeito de participação em assalto que resultou na morte de jovem em parada de ônibus - Polícia

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Na Zona Sul08/10/2021 | 07h00Atualizada em 08/10/2021 | 07h00

BM prende suspeito de participação em assalto que resultou na morte de jovem em parada de ônibus

Homem de 21 anos era considerado foragido e foi detido no bairro Sarandi

A Brigada Militar prendeu no final da manhã desta quinta-feira (7) um suspeito de participação na morte de Cristiane da Costa dos Santos, 20 anos, em um assalto em uma parada de ônibus na zona sul de Porto Alegre. Wesley Ricardo Aquino Corrêa, 21 anos, foi abordado por policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM) quando caminhava na Rua 24 de Agosto, no bairro Sarandi, zona norte de Porto Alegre. 

De acordo com o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Fernando Gralha Nunes, os policias trabalhavam com informações de que havia um foragido circulando pela Vila Respeito, no Sarandi, que havia se mudado há poucos dias e estava se escondendo. Ao ver Corrêa em atitude suspeita nesta manhã, foi dada voz de abordagem, ele correu e tentou fugir, até ser alcançado e preso. Já detido, foi feita identificação e verificado que era um dos foragidos pelo assassinato de Cristiane.

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Corrêa reside no Campo da Tuca e estava escondido no Sarandi. Em 2016, foi preso quando ainda era adolescente por tentativa de latrocínio, quando esfaqueou uma pessoa após assalto. Foi detido três vezes por roubo a pedestre. Em um desses episódios, em abril 2020, estava em um veículo, fugiu da BM e quando foi pego, foram apreendidos diversos objetos roubados. No flagrante, os objetos e Corrêa foram identificado por três vítimas. Ficou preso até fevereiro de 2021, quando foi solto. 

Por suspeita de envolvimento na morte de Cristiane, Corrêa estava foragido há oito dias. No começo da tarde desta quinta, foi conduzido para a registro da prisão e depoimento na 20ª Delegacia de Polícia, na Zona Sul. Um outro suspeito, de 20 anos – que também foi identificado e teve pedido de prisão aceito pela Justiça – segue foragido desde o dia 29. BM e Polícia Civil permanecem nas buscas. 

A partir de agora, a delegada Luciana Smith irá apurar se Corrêa foi o autor dos disparos que mataram Cristiane. Será feito interrogatório e acareação entre os investigados. A arma do crime não foi localizada. 

O suspeito que segue foragido foi ouvido no dia seguinte ao assassinato na 20º DP, em 24 de setembro. Em depoimento, ele confessou que estava no assalto, que a intenção era levar os celulares dos passageiros, mas que o comparsa – Wesley Ricardo Aquino Corrêa – acabou disparando contra a jovem e eles fugiram. A delegada explica que o liberou naquele momento porque já havia acabado o período de flagrante – com isso, ele só poderia ser detido por decisão judicial. A polícia não dá identificação do suspeito foragido.

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— São prisões temporárias, por 30 dias, e ao final desse período pretendemos converter essa prisão em preventiva. Qualquer informação sobre o suspeito foragido nos auxilia na sua localização — afirma a delegada. 

Cristiane foi assassinada em 23 de setembro, quando estava em uma parada de ônibus da Avenida Chuí, na Zona Sul, junto com outras sete pessoas. Por volta das 19h15min, dois homens desceram do veículo e passaram a roubar os pedestres. De acordo com relato de vítimas e testemunhas, a jovem demorou ou resistiu a entregar o celular ao retira-lo da bolsa e, por isso, foi baleada.

No dia 28, foi presa uma mulher de 32 anos por suspeita de dirigir o Fiesta usado no assalto. O veículo foi utilizado para os criminosos chegarem ao local do crime e, após dispararem contra a jovem, fugirem do local. A mulher levou os dois até um ponto próximo da parada e ficou aguardando. A dupla desceu, praticou o assalto, um deles matou Cristiane e a mulher os recolheu na fuga, segundo a investigação. Os três envolvidos são investigados pelo crime de latrocínio, roubo com morte. 

A Polícia Civil tem 30 dias para ouvir o homem preso hoje. Segundo a delegada Luciana, é possível que esse depoimento não ocorra nesta quinta-feira. Até a publicação desta reportagem, Wesley Ricardo Aquino Corrêa não havia constituído advogado.

 
 
 
 
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