Justiça acata pedido, e médico acusado de crimes sexuais contra 18 mulheres é solto  - Polícia

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Réu em liberdade27/10/2021 | 07h00Atualizada em 27/10/2021 | 07h01

Justiça acata pedido, e médico acusado de crimes sexuais contra 18 mulheres é solto 

Cirurgião plástico Klaus Brodbeck estava preso desde o dia 16 de julho na Penitenciária Estadual de Canoas

Justiça acata pedido, e médico acusado de crimes sexuais contra 18 mulheres é solto  Facebook / Reprodução/Reprodução
Klaus Brodbeck é réu em processo de crimes sexuais Foto: Facebook / Reprodução / Reprodução

O cirurgião plástico Klaus Brodbeck, de 54 anos, foi solto na noite desta segunda-feira (25) após decisão da juíza Rosália Huyer, da 2ª Vara Criminal de Porto Alegre. O médico é réu em processo no qual responde por crimes sexuais contra 18 mulheres entre os anos de 2005 e 2021, na Capital.

Klaus estava detido no complexo da Penitenciária Estadual de Canoas  (Pecan) desde o dia 16 de julho, quando foi alvo de uma operação em Gramado, na Serra. 

De acordo com decisão, a qual a reportagem de GZH teve acesso, no atual estágio do processo, não haveria um motivo que justificasse a permanência do réu na prisão. Na época, conforme a juíza, o médico teria desobedecido uma medida cautelar que impedia que ele ficasse próximo a supostas vítimas, testemunhas e familiares, o que permitiu a prisão preventiva.  

Conforme o advogado  de defesa Diego da Silveira Cabral, Klaus foi autorizado a deixar o sistema prisional às 22h e já está em casa. Ele deve cumprir medidas cautelares como, por exemplo, voltar para sua residência antes do anoitecer durante a semana e não poder sair aos finais de semana. Para ele, a decisão da Justiça evidencia que as denúncias apresentadas não condizem com a realidade.

—Foi provado que o Klaus não representa perigo algum às vítimas. Ele vai cumprir todas as decisões judiciais e prestar todos os esclarecimentos—afirma Cabral. 

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O médico se tornou réu no dia 10 de setembro. Conforme denúncia do Ministério Público(MP), havia ocasiões em que o cirurgião propunha sexo como forma de pagamento pelo procedimento, praticando o estupro no caso de negativa da cliente. Há pelo menos menos 34 atribuições a crimes de estupro, violação sexual mediante fraude, importunação sexual e assédio sexual. 

Ao longo da investigação, foram colhidos mais de 140 depoimentos de vítimas e testemunhas.

Contraponto

"Na qualidade de advogado do Dr. Klaus,  procurei desde o início do procedimento policial e judicial,  demonstrar total colaboração para as investigações, com as devidas prestações de esclarecimentos, através do depoimento pessoal do Dr Klaus, bem como apresentação de todos documentos solicitados pela autoridade policial, no entanto, somente neste momento, a defesa teve oportunidade de comprovar  para o poder judiciário que o Dr. Klaus não trará juridicamente qualquer prejuízo as garantias da ordem pública, sociedade, supostas vítimas e testemunhas. A concessão do direito em responder o processo em liberdade, advém da confiança demonstrada ao  juízo, de que o meu cliente  respeitará todas as determinações, imposições e restrições impostas na decisão da nobre Magistrada. Atualmente  Klaus encontra-se com a saúde debilitada por circunstâncias de suas enfermidades crônicas, diabetes severa e hipertensão, razão pela qual, iniciará uma série de exames para recuperação de sua saúde. Por fim, a defesa, reitera a confiança na inocência do Dr. Klaus! 

Diego da Silveira Cabral, advogado."

 
 
 
 
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