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Próximo a shopping01/10/2021 | 07h00Atualizada em 01/10/2021 | 07h00

Polícia prende mulher suspeita de dirigir veículo usado em assalto que matou jovem de 20 anos na Zona Sul

Investigada seria motorista do carro no qual estavam os dois homens, considerados foragidos, que teriam atirado em Cristiane da Costa dos Santos

Polícia prende mulher suspeita de dirigir veículo usado em assalto que matou jovem de 20 anos na Zona Sul Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Cristiane tinha 20 anos e trabalhava no shopping havia seis meses Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Uma mulher de 32 anos foi presa por suspeita de dirigir o Fiesta usado no assalto que matou Cristiane da Costa dos Santos, 20 anos, no começo da noite de 23 de setembro, no bairro Cristal, em Porto Alegre. A investigada foi detida na terça-feira (28), na casa do pai dela, e a informação foi divulgada na tarde desta quinta (30) pela Polícia Civil. 

Cristiane foi assassinada há uma semana quando estava em uma parada de ônibus da Avenida Chuí, na Zona Sul, junto com outras sete pessoas. Por volta das 19h15min, dois homens desceram do veículo e passaram a roubar os pedestres.

Dois suspeitos — um de 20 e outro de 21 anos — foram identificados, tiveram pedido de prisão aceito pela Justiça e estão foragidos desde a manhã de quarta-feira (29). Ambos estavam armados no momento do assalto e um deles atirou em Cristiane. De acordo com relato de vítimas e testemunhas, a jovem demorou ou resistiu a entregar o celular ao retira-lo da bolsa e, por isso, foi baleada. Segundo a delegada Luciana Smith, titular da 20º Delegacia de Polícia, a vítima não reagiu.

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O Fiesta foi utilizado para os criminosos chegarem ao local do crime e, após dispararem contra a jovem, fugirem do local. A mulher levou os dois até um ponto próximo da parada e ficou aguardando. A dupla desceu, praticou o assalto, um deles matou Cristiane e a mulher os recolheu na fuga.

— Ela foi com eles praticar o assalto a pedestre e ia ficar de condutora do veículo. Ela não puxou o gatilho, mas ia receber proveito do crime. Isso não quer dizer que a responsabilidade deles (dos três) não seja a mesma. Além dela estar com carro, há informes de que ela é a dona de umas das armas usadas. A arma, inclusive, que teria sido usada para matar a vítima — explica a delegada.

O homem de 21 anos, agora identificado como um dos suspeitos do crime, foi ouvido no dia seguinte ao assassinato na 20º DP, no último dia 24. Em depoimento, ele confessou que estava no assalto, que a intenção era levar os celulares dos passageiros, mas que o comparsa acabou disparando contra a jovem e eles fugiram. A delegada afirma que o liberou naquele momento porque já havia acabado o período de flagrante — com isso, ele só poderia ser detido por decisão judicial. Este suspeito tem antecedentes criminais por tentativa de latrocínio, roubo a pedestre e tráfico de drogas. O seu comparsa, de 20 anos, tem registros por receptação, furto e tráfico de drogas.

Conforme a delegada, a mulher e os dois homens se reuniam para praticar roubo à pedestre. O trio não tem relação familiar e mora no Campo da Tuca. Junto com a mulher, foi apreendido um celular que mostra troca de mensagens dela com outro suspeito sobre o crime. Prints da conversa revelam que ela diz a ele as seguintes frases: "Só vou me apresentar se vier alguma intimação", "não tem prova de nada e nem vai ter", "não fala nada para ninguém" e "fica pianinho".

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A polícia chegou até a mulher ao receber a informação da participação do Fiesta. Com auxílio de câmeras de segurança — e com a particularidade do veículo estar com um dos faróis traseiros queimados —, os agentes chegaram ao proprietário do veículo, que é ex-marido da mulher presa. À polícia, ele afirmou que o veículo estava em seu nome mas era usado pela ex-companheira. O ex-marido contou aos agentes que a presa havia pedido para ele registrar o roubo do veículo. Ele estranhou pois sabia que o carro estava com ela. O veículo foi apreendido pela polícia em uma lavagem.

— Nossa missão inicial era elucidar esse crime, buscar autoria e prova. A partir de agora, com decreto de prisão, vamos ir atrás deles, prendê-los, interrogá-los, submetê-los a reconhecimento pessoal das outras vítimas e fazer uma acareação entre os próprios presos. É bem importante que haja submissão deles ao reconhecimento de todos que estavam na parada.

Das sete pessoas que estavam com Cristiane no ponto de ônibus no momento do assalto, duas procuraram a 20ª DP para registro de roubo a pedestre. A polícia solicita que outras vítimas também registrem ocorrência para contribuir com a investigação.





 
 
 
 
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