Suspeito de matar e estuprar jovem indígena em Redentora é denunciado por estupro e homicídio - Polícia

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Investigação06/10/2021 | 07h00Atualizada em 06/10/2021 | 09h51

Suspeito de matar e estuprar jovem indígena em Redentora é denunciado por estupro e homicídio

Homem teria cometido crimes após oferecer carona à menina de 14 anos ao sair de uma festa em uma aldeia caingangue

 

Jovem caingangue Daiane Griá Sales, 14 anos, assassinada em Redentora, município da regiao noroeste do RS.Ela vivia na Reserva da Guarita, a maior do Rio Grande do Sul.<!-- NICAID(14857239) -->
Foto: Polícia Civil/Divulgação / Polícia Civil/Divulgação

O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul denunciou o homem suspeito de ter estuprado e matado a jovem indígena caingangue Daiane Griá Sales, 14 anos, em Redentora, no noroeste gaúcho. Dieison Zandavalli, 33 anos, responde na Justiça pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio com seis qualificadoras: meio cruel, motivo torpe, dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a ocultação de outro crime e feminicídio. 

Conforme a denúncia, na noite de 31 de julho o homem ofereceu carona à Daiane após uma festa que ocorria no entorno da aldeia. A vítima foi encontrada morta quatro dias depois, a cerca de 10 quilômetros da sua casa.  

De acordo com o promotor de Justiça Miguel Germano Podanosche, a família de Zandavalli possuía uma propriedade próxima a comunidade, o que teria permitido que tivesse conhecimento a respeito da região. O fato da jovem estar alcoolizada teria, segundo Podanosche, assegurado a prática de estupro de vulnerável: 

— Em virtude da excessiva ingestão de álcool, ela não pôde oferecer resistência às agressões praticadas pelo denunciado.
Ainda conforme o ofício enviado ao Poder Judiciário, Zandavalli demonstraria desprezo à comunidade indígena e nutriria uma falsa ideia de que os indígenas reagiriam aos crimes de forma passiva. O MP ainda apontou que o homem já vinha frequentando outros eventos com jovens membros da aldeia e chegou a dar carona a outras garotas da mesma etnia, o que comprovaria que a condição de indígena foi fundamental para a escolha do agressor.  

Na ocasião, um outro homem de 21 anos foi preso preventivamente por suspeita de participar do crime. Ele foi liberado após não ter sido provado o seu envolvimento.

A GZH busca contato com a defesa de Dieison e ainda não obteve retorno. 

 
 
 
 
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