Qual a linha de investigação da polícia sobre desaparecimento de advogada há quase dois meses - Polícia

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Sem vestígios26/11/2021 | 07h00Atualizada em 26/11/2021 | 07h00

Qual a linha de investigação da polícia sobre desaparecimento de advogada há quase dois meses

Luciana Faleiro Heinze desapareceu em 30 de setembro, depois de deixar a casa da mãe em Porto Alegre

Qual a linha de investigação da polícia sobre desaparecimento de advogada há quase dois meses Roberta Lakus Heinze / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Luciana Faleiro Heinze, 47 anos, foi vista pela última vez no final de setembro Foto: Roberta Lakus Heinze / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Quase dois meses após desaparecer, a advogada Luciana Faleiro Heinze, 47 anos, segue sendo procurada pela polícia. Ela morava na Praia da Solidão, em Florianópolis (SC), e visitava a mãe, moradora da Cidade Baixa, na capital gaúcha, quando desapareceu. Luciana foi vista pela última vez na manhã de 30 de setembro, em Porto Alegre.

As equipes da Delegacia de Investigação de Pessoas Desaparecidas da Capital afirmam que seguem realizando oitivas e ouvindo pessoas ligadas à advogada. A polícia diz que não descarta nenhuma hipótese, mas que "alguns indícios pesam mais" neste momento da investigação.

— A corrente mais forte é a de que ela tenha sido vítima de um crime. Como tínhamos ciência de que ela era usuária de droga, e de que a relação entre usuário e traficante pode gerar problemas, estamos buscando localizar pessoas com quem ela tinha contato desse mundo ilícito, verificando onde ela comprava, com quem e o que pode ter acontecido — explica o delegado Rodrigo Pohlmann.

Segundo a investigação, o uso de cocaína e álcool geravam dificuldades de convivência com familiares e amigos, mas o delegado descarta que esses problemas possam ter relação com o sumiço:

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— A gente acredita que, depois desse tempo todo, se não tivesse ocorrido nenhum crime, ela teria procurado as pessoas do seu convívio. Mas isso não aconteceu, e ela também não foi mais vista nos lugares que costumava frequentar.

A advogada também não efetuou mais nenhuma movimentação bancária nas contas. Os investigadores ainda aguardam decisão da Justiça sobre o pedido de quebra de sigilo telefônico da vítima, na tentativa de que o sinal do celular indique o local onde ela esteve pela última vez.

Natural de Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, Luciana foi inspetora da Polícia Civil. Ela pediu exoneração do cargo para viver na Europa. Depois, voltou ao Brasil e passou a atuar como advogada. As últimas imagens de Luciana mostram ela saindo do prédio onde mora a mãe no final da manhã do dia 30 de setembro, na Capital. Luciana visualizou o WhatsApp às 12h27min daquele dia, pela última vez.

Conforme familiares de Luciana, a advogada vivia em Florianópolis desde o começo do ano, mas tinha diversos processos tramitando no fórum de Porto Alegre. No começo do mês, dois agentes da delegacia de Pessoas Desaparecidas da Capital estiveram em Florianópolis refazendo os últimos passos dela e ouvindo pessoas ligadas a ela.

Segundo a investigação, Luciana teve um relacionamento e, após o término, viveu na casa de amigos. Por último, estava com um casal que a acompanhou até a rodoviária, quando embarcou para Porto Alegre. Até o momento, não há informação de agressões ou registro de violência doméstica por parte do ex-companheiro, que também já foi ouvido pelos policiais. De acordo com Pohlmann, o depoimento do homem foi convergente ao de outras pessoas próximas à advogada.

Antes de desaparecer, Luciana teria perdido prazos de um cliente que estava sendo atendido por um delito criminal, mas o episódio também não parece ter ligação com o sumiço, segundo as equipes.

 
 
 
 
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