Há 40 dias sem luz por furto na rede elétrica, escola municipal da Capital pede cerca mais alta para evitar novas invasões - Polícia

Versão mobile

 
 

Bairro Azenha05/12/2021 | 12h43Atualizada em 05/12/2021 | 12h44

Há 40 dias sem luz por furto na rede elétrica, escola municipal da Capital pede cerca mais alta para evitar novas invasões

Membros da comunidade escolar já fizeram ao menos seis boletins de ocorrência na polícia neste ano

Há 40 dias sem luz por furto na rede elétrica, escola municipal da Capital pede cerca mais alta para evitar novas invasões Conselho Escolar / EMEI Cantinho Amigo / Divulgação/Divulgação
Foto: Conselho Escolar / EMEI Cantinho Amigo / Divulgação / Divulgação

Os frequentes casos de furtos e invasões na Escola Municipal de Educação Infantil Jardim de Praça Cantinho Amigo, no bairro Azenha, em Porto Alegre, preocupam famílias e professores da instituição. Conforme membros da comunidade escolar, apenas neste ano foram registrados seis boletins de ocorrência na Polícia Civil, sendo três deles ligados a furtos de fios elétricos.

O episódio mais recente ocorreu em outubro, e até agora não foi resolvido, fazendo com que a escola esteja há 40 dias sem luz. A diretoria acionou a Secretaria Municipal de Educação (Smed), que viabilizou o orçamento para realizar o conserto. A obra, no entanto, ficou travada por questões burocráticas e só foi colocada em prática nesta sexta-feira (3). A previsão é de que as obras comecem até segunda-feira (6).

— Durante este período, tivemos que reduzir a carga horária para os nossos alunos, pois  ficou inviável distribuir merenda, já que a geladeira não funcionava. As crianças saíam mais cedo de casa para ter seu lanche — conta uma funcionária, que não quis se identificar.

O furto ocorreu dois dias depois da conclusão de outra manutenção, feita depois que um relógio que ficava em uma área externa foi levado. Em outra situação, um indivíduo foi encontrado dormindo em uma casa de bonecas nas dependências da escola.

A Cantinho Amigo fica na Praça Garibaldi e atende cerca de cem alunos. Para a funcionária, a localização deixa a escola mais exposta a invasões. Principalmente em razão da cerca baixa, que facilita a entrada de criminosos.

— A praça é um local onde circulam muitos usuários de drogas, alguns deles mal-intencionados. Nossa cerca é muito baixa e facilita muito a entrada deles — comenta.

Há cerca de um mês, a prefeitura de Porto Alegre colocou vigias noturnos para proteger a escola, o que garantiu maior segurança nos horários em que as portas estão fechadas. No entanto, a comunidade ainda tem receio de sofrer novos ataques durante o dia, no período de intervalo ou ainda com as aulas em andamento.

Por isso, há uma mobilização para que o município construa uma nova cerca, mais alta, para deixar o acesso mais restrito. A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Educação e da Secretaria Municipal de Segurança, informa que está consultado a viabilidade dessa obra, mas reforça que tem feito ações para reforçar o patrulhamento na região.

— Como a Praça Garibaldi está sendo revitalizada, achamos justo que a nossa escola, que faz parte da região, também tenha melhorias — conclui a funcionária.

Em nota, a Smed comentou a situação da escola. Confira a  íntegra do texto:

"A Secretaria Municipal de Educação fez uma consulta sobre o cercamento da escola, cuja sede fica em meio a uma praça (no caso, a Praça Garibaldi). Mas, antes mesmo de uma definição sobre essa providência (cuja responsabilidade pode, até se for o caso, ficar a cargo da própria Secretaria de Educação), a Smed providenciou, de forma emergencial, a colocação de um vigia, que atuará no período da noite, ocasião em que acontecem a maior parte das ocorrências. A vigilância noturna será mantida mesmo que a escola venha a ser cercada. Além disso, todas as 98 escolas do município terão vigilância noturna.

Já com relação à segurança na região, a Guarda Municipal informa que o patrulhamento já é realizado na localidade e será intensificado pelos agentes. Em função da grande demanda na segurança, as equipes de inteligência também estão focadas para auxiliar na redução dos índices de criminalidade nesta localidade e entorno. Para oferecer mais proteção à população, durante este período de Natal e Réveillon, a Secretaria da Segurança lançou, inclusive, nesta semana, a Operação Natal Azul Marinho, que ocorrerá até o fim de dezembro. Durante todo o mês, serão intensificadas atividades de prevenção e patrulha com o emprego da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e viaturas em bairros, ruas, paradas e locais estratégicos com o objetivo de intensificar o combate à criminalidade."

 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros