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Porto Alegre08/12/2021 | 07h00Atualizada em 08/12/2021 | 07h00

Polícia contabiliza 35 relatos de mulheres que se dizem vítimas de cirurgião plástico preso por abuso sexual

José Estevão Rodrigues, 68 anos, foi detido em 9 de novembro

Polícia contabiliza 35 relatos de mulheres que se dizem vítimas de cirurgião plástico preso por abuso sexual Guilherme Milman / Agencia RBS/Agencia RBS
Rodrigues no dia em que foi detido Foto: Guilherme Milman / Agencia RBS / Agencia RBS

Cerca de um mês após a prisão do cirurgião plástico José Estevão Rodrigues, 68 anos, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre, a Polícia Civil contabiliza 35 relatos de mulheres que se dizem vítimas do médico, investigado por abuso sexual.

Rodrigues foi detido em 9 de novembro, sob suspeita de abuso de nove pacientes, e está recolhido na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). Desde então, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) recebeu 24 novos relatos.

No último dia 26, Rodrigues foi indiciado pela Polícia Civil por quatro crimes de importunação sexual e um por lesões corporais — nesse caso, o médico responde por condutas agressivas no momento da cirurgia.

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Outros dois inquéritos que investigam Rodrigues estão em andamento. Eles são referentes aos relatos apresentados por supostas vítimas após a prisão do médico. A delegada Aline Jantsch Fernandes afirma que novos relatos de vítimas devem chegar nos próximos dias:

— Recentemente, temos recebido relatos de pessoas de fora de Porto Alegre (o médico tinha consultório em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos). Fica claro que muitas vítimas resolveram falar após a prisão, e acreditamos que a pena dele seja bastante alta (em caso de condenação), pois são inúmeros casos que estão se acumulando.

Procurada por GZH, a defesa de Rodrigues informou que aguarda posicionamento do Ministério Público para se manifestar. O advogado Gustavo Naglestein entrou com pedido de habeas corpus alegando que não há provas que justifiquem a prisão preventiva. Nessa semana, ele deve deixar a cadeia pela primeira vez apenas para realizar uma cirurgia, mas deve retornar após o procedimento.

— Entendemos que a denúncia (do Ministério Público) vai se limitar ao que consta no inquérito, ou seja, crimes de importunação sexual e lesão corporal, que são consideradas condutas menos graves. No entanto, a defesa alega que os fatos não ocorreram e que isso ficará provado no decorrer do processo — argumenta Naglestein.

O Conselho Regional de Medicina no Rio Grande do Sul (Cremers) abriu inquérito no dia da prisão de Rodrigues, para apurar as condutas profissionais do cirurgião. O processo corre sob sigilo, e tem prazo de 180 dias para ser encerrado, podendo ser prorrogado por mais seis meses.

 
 
 
 
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