Em coma após ser baleada em operação em Rio Grande, policial civil atua há 10 anos na instituição - Polícia

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Sul do RS02/04/2022 | 07h00Atualizada em 02/04/2022 | 07h00

Em coma após ser baleada em operação em Rio Grande, policial civil atua há 10 anos na instituição

Quadro é considerado estável, conforme a polícia. Agente passou por cirurgia

A policial civil baleada na cabeça em Rio Grande, Laline Almeida Larratea, 36 anos, está em coma e tem quadro considerado estável, conforme a instituição. O disparo ocorreu na manhã desta sexta-feira (1º), quando a agente participava de uma operação contra o tráfico de drogas, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no município do sul do RS.

De acordo com a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, Laline ingressou na instituição em 2012. Ela é casada com um policial que também acompanhava a ação, mas estava em outro local no momento do disparo. Nadine, que deixa a chefia nesta sexta, afirmou que lamenta o ocorrido e que a corporação faz orações pela colega:

— É um dia muito triste. É uma menina jovem, mas uma policial experiente. Estamos todos em oração, como uma verdadeira família, para que ela se recupere logo. Infelizmente, é um risco que corremos em nossa profissão. Estamos prestando apoio à família e torcendo para que ela em breve se recupere.

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Após ser ferida, a agente foi socorrida, ainda consciente, por colegas e levada pelo helicóptero da polícia ao Hospital Santa Casa, no município. Laline passou por cirurgia e o projétil foi removido. A polícia não informou se o coma é induzido ou não. O quadro dela é considerado estável.

Segundo Nadine, "todos os requisitos" de segurança estavam sendo cumpridos na ação. A delegada lembra que, após a morte de um colega de farda em Montenegro, em 2019, a Polícia Civil criou uma portaria que prevê exigências de segurança para ações, no intuito de preservar os agentes:

— Foi um marco. Nós paramos tudo, fizemos curso no Estado inteiro. Reunimos colegas e construímos essa portaria para aumentar a segurança. A gente não quer que aconteça, se prepara para que não aconteça, é uma fatalidade.

Mais cedo, o governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, falou sobre o caso em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. Ele se solidarizou com a policial ferida e com a família dela, afirmando ainda que acompanha a questão e que o governo está prestando o apoio necessário.

 
 
 
 
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