BM terá 20 mil novas pistolas 9mm em uso pelos policiais até o final do ano - Polícia

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Renovação24/05/2022 | 07h00Atualizada em 24/05/2022 | 07h01

BM terá 20 mil novas pistolas 9mm em uso pelos policiais até o final do ano

Armamento foi adquirido junto à fabricante Taurus e será distribuído para os batalhões de policiamento ostensivo de todo o RS

A Brigada Militar espera concluir até o final deste ano a renovação das pistolas utilizadas pelos policiais dos batalhões de policiamento ostensivo de todo o Rio Grande do Sul. Foram adquiridas, junto à fabricante Taurus, 20 mil pistolas do modelo Taurus TS9, de calibre 9mm, que substituirá as pistolas .40 utilizadas até então.

A troca do armamento teve início em setembro de 2021, quando foram adquiridas sete mil pistolas do tipo. Estas armas já estão sendo utilizadas pelos policiais lotados no Comando de Policiamento da Capital, Comando de Policiamento Metropolitano, Vale do Rio dos Sinos e no município de Caxias do Sul.

As outras 13 mil pistolas foram adquiridas no mês de abril deste ano e a fabricante tem um prazo de 180 dias para realizar a entrega à Brigada Militar. Para esta última compra, o investimento foi de cerca de R$ 24,3 milhões.

Conforme o comando da BM, a escolha da pistola feita pela fabricante gaúcha ocorreu com base em dois fatores: o valor de mercado e a avaliação positiva dos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que possuem a arma em seu arsenal desde 2018.

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Quanto ao fator econômico, a Brigada Militar afirma que o Estado chegou a fazer uma consulta com outras fabricantes de armas, mas o valor de importação acabou influenciando na decisão.

Já o retorno positivo do Bope acabou pesando para que a unificação do armamento dos Batalhões de Policiamento Ostensivo fosse com o uso da TS9.

 — É uma arma que não falha, não apresenta problemas. Ela já foi testada nos mais diferentes terrenos e situações e o resultado foi melhor que outras pistolas. Além disso, conseguimos ter uma maior capacidade de cartuchos dentro da arma que a .40  — reforçou o comandante do Bope, tenente-coronel Rodrigo Schoenfeldt.

O subcomandante-geral da Brigada Militar, tenente coronel Douglas da Rosa Soares, afirma que a corporação já observa mudança nos números dos policiais após o início da utilização das pistolas 9mm.

— Desde que começamos a utilizar a pistola 9mm, tivemos uma redução de 2% na letalidade durante um confronto e, ao mesmo tempo, uma queda de 34,4% no número de disparos realizados pelos policiais. Por ser uma arma que garante uma maior precisão, o policial não precisa disparar muitas vezes  — completou.

Adaptação com novo armamento é rápida

A Brigada Militar espera concluir a distribuição das últimas pistolas adquiridas no mês de outubro. Assim que os batalhões receberem, é feito um período de treinamento. O que, segundo o comando da BM, será rápido.

 — Nós já utilizamos pistolas, agora só vamos mudar o calibre e o modelo. Então, é mais para os policiais conhecerem a arma  — ressalta o tenente coronel Douglas da Rosa Soares.

De acordo com a Brigada Militar, a fabricante mantém um diálogo com a corporação e disponibiliza ajustes específicos para cada policial - como a customização da arma para canhotos e o tamanho do cabo.

— O investimento em tecnologia resulta em uma diminuição da letalidade. Estamos melhores equipados e os criminosos percebem isso antes de agir  — completou o subcomandante.

Inquérito em fase final

A BM planeja fazer a aquisição de mais fuzis, mas ainda não tem uma previsão de quando abrirá uma licitação de compra. No entanto, não prevê a compra para empresas de fora do país, em função dos custos para importação.

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Ainda em 2021, o Estado fez a compra de 860 pistolas .40 da Glock, que foram distribuídas aos batalhões de choque do RS e ao Comando Ambiental da Brigada Militar. Esta foi a última compra de armamento deste tipo.

A aquisição ocorreu após uma polêmica por conta de um vídeo que mostra um oficial e três soldados participando de um teste com pistolas Glock sem as travas de segurança. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto em outubro de 2020 para investigar a conduta dos quatro envolvidos.

O IPM chegou a ser suspenso pela Justiça Militar em novembro deste mesmo ano e, em abril de 2021, o processo foi retomado. Conforme a Corregedoria da Brigada Militar, o inquérito está na etapa final e deve ser concluído em até 20 dias. 

 
 
 
 
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