Em júri de réu confesso por assassinato de policial civil, acusação e defesa têm qualificadoras como foco - Polícia

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Gravataí18/05/2022 | 07h00Atualizada em 18/05/2022 | 07h00

Em júri de réu confesso por assassinato de policial civil, acusação e defesa têm qualificadoras como foco

Julgamento de Maicon Rosa, que disparou contra policiais em 2017, começou nesta terça-feira; outros quatro réus também respondem por tráfico de drogas e porte ilegal de arma

Em júri de réu confesso por assassinato de policial civil, acusação e defesa têm qualificadoras como foco Ronaldo Bernardi / Agencia RBS/Agencia RBS
Júri foi formado por volta das 10h desta terça-feira Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Agencia RBS

Por volta das 10h desta terça-feira (17), o júri, composto por seis mulheres e um homem,  responsável pelo julgamento de Maicon Rosa, acusado de matar o policial civil Rodrigo Wilsen, estava formado. Antes do início das falas das testemunhas, dentre as quais a primeira seria a viúva Raquel Biscaglia, que acompanhava a vítima durante a operação em 2017, as partes concederam entrevistas resumindo as estratégias que serão utilizadas por cada uma.

As duas qualificadoras da denúncia feita pelo Ministério Público (MP) a Maicon são a intenção de encobrir a atividade criminosa e atentar contra a vida de agentes de segurança pública.

— Os fatos estão comprovados — afirma a promotora do MPRS, Aline Baldissera.

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— Era uma célula organizada para a traficância com funções específicas para cada um deles. Os policiais civis investigavam ela (a organização), e a morte do Rodrigo acontece enquanto os policiais estavam fazendo o seu trabalho —detalhou.

A estratégia da defesa foca justamente nestas qualificadoras do homicídio, tendo em vista que Maicon já confessou ter feito o disparo que matou Rodrigo. Segundo a advogada Emiliane Gauer, ao atirar, Maicon não teria a intenção de encobrir outro crime nem de atentar contra a vida de policiais, mas sim de defender-se do que ele achava que era um ataque de facções rivais.

— Vamos minimizar os exageros da denúncia — afirmou Emiliane, referindo-se às qualificadoras apontadas pelo MP.

A juíza Valéria Eugênia Neves Wilhelm pediu à plateia, majoritariamente formada por policiais civis, antes do início do júri, que não ocorram manifestações que possam interferir na avaliação dos jurados e juradas. E prometeu que a justiça será feita "aqui dentro".

 
 
 
 
 
 
 
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