Seguranças dizem na Justiça que não tiveram intenção de matar João Alberto - Polícia

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Interrogados23/05/2022 | 10h37Atualizada em 23/05/2022 | 10h40

Seguranças dizem na Justiça que não tiveram intenção de matar João Alberto

Beto, como era chamado, foi espancado no estacionamento de supermercado no bairro Passo D'Areia, na zona norte da Capital

Seguranças dizem na Justiça que não tiveram intenção de matar João Alberto Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Réus no processo que apura as responsabilidades pela morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, foram interrogados nesta sexta-feira (20) na 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre. Em 19 de novembro de 2020, na véspera do Dia da Consciência Negra, Beto, como era chamado, um homem negro, foi espancado no estacionamento do supermercado Carrefour, no bairro Passo D'Areia, na zona norte da Capital

Filmada e divulgada nas redes sociais, a morte provocou revolta e desencadeou acusações de racismo. O Ministério Público (MP) denunciou seis pessoas por homicídio triplamente qualificado, com motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O segurança Magno Braz Borges, um dos que aparecem nas imagens de câmeras de segurança, contendo a vítima, foi o primeiro a depor. Ele respondeu a perguntas somente da juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva e de seu advogado. Disse que a intenção nunca foi a de matar João Alberto.

— Em nenhum momento a intenção foi chegar ao óbito. A intenção era contê-lo — disse Magno.

O segundo a depor foi Giovane Gaspar da Silva, segurança que também aparece nas imagens contendo João Alberto. Ele disse que João Alberto estava alterado naquele dia, na frente de um dos caixas. Contou que assim que passou pela porta automática do Carrefour, João Alberto desferiu um soco contra ele.

— Ele estava totalmente descontrolado — disse Giovane.

Magno e Giovane seguem presos. Os outros quatro réus são Adriana Alves Dutra, que era fiscal da loja, Paulo Francisco da Silva, segurança, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, funcionários do Carrefour à época. 

Nesta sexta, Adriana também foi ouvida. Silva, Santos e Rezende serão ouvidos em 10 de junho, às 14h

Após os interrogatórios, abre-se prazo para apresentação de memoriais. Logo depois, a juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva proferirá a sentença, dizendo que os réus serão ou não julgados pelo Tribunal do Júri.

 
 
 
 
Diário Gaúcho
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