Trio é condenado pelo latrocínio de jovem de 20 anos em parada de ônibus na zona sul de Porto Alegre - Polícia

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Violência02/05/2022 | 10h14

Trio é condenado pelo latrocínio de jovem de 20 anos em parada de ônibus na zona sul de Porto Alegre

Em caso que causou comoção, Cristiane da Costa dos Santos morreu durante assalto ao ser atingida por disparo no peito. Responsáveis já estão presos

Trio é condenado pelo latrocínio de jovem de 20 anos em parada de ônibus na zona sul de Porto Alegre Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Jovem Cristiane da Costa dos Santos, 20 anos, foi vítima de latrocínio em setembro de 2021, em Porto Alegre Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

 A Justiça condenou três réus acusados pelo assassinato de Cristiane da Costa dos Santos, 20 anos, atingida com um tiro no peito durante um assalto em um ponto de ônibus em frente ao BarraShoppingSul, na Avenida Chuí, zona sul de Porto Alegre. Eles já estão presos e não poderão recorrer em liberdade. O latrocínio ocorreu em setembro de 2021 e causou forte comoção. A vítima trabalhava há seis meses no shopping da Capital. Era o seu primeiro emprego e, ao encerrar o expediente, ela aguardava a condução quando um assalto teve início, por volta das 19h20min. Sete pessoas sofreram roubos. Cristiane acabou atingida por disparo de arma de fogo. 

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A condenação da 16ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, emitida pela juíza Betina Meinhardt Ronchetti, considerou culpados pelo crime os três réus denunciados pelo Ministério Público: Wesley Ricardo Aquino Correa e Wellynton Matheus Fernandes Moraes realizaram os assaltos no ponto de ônibus, enquanto Camila Matte Flores dirigia o veículo usado na trama e os aguardava para dar início à fuga.  

Wesley e Camila foram sentenciados a 31 anos e dois meses de reclusão pelos crimes, enquanto Wellynton recebeu pena de 28 anos e 15 dias de prisão, acrescido de um ano de detenção devido ao delito de posse de munições. No seu depoimento, o réu Wesley afirmou que o disparo foi acidental por Cristiane supostamente ter reagido, agarrando seu revólver. A juíza, na sentença, escreveu que “não houve contribuição das vítimas” para o desfecho. Camila negou os crimes, mas foi delatada pelos comparsas, que confessaram os delitos em juízo.

Para a juíza Betina, “o contexto probatório demonstra claramente que todos os réus participaram ativamente do delito”. Ela entendeu que o papel de Camila, ao desempenhar a função de motorista, “não pode ser considerado como mera participação de menor importância, mas sim como chave para o sucesso da empreitada criminosa”. A sentença foi assinada eletronicamente pela magistrada em 17 de abril, sete meses após o latrocínio. Cabe a apresentação de recurso pela defesa dos condenados. 

 
 
 
 
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