Suspeito de abusar sexualmente de duas enteadas é preso em Canoas - Polícia

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Região Metropolitana28/06/2022 | 07h00Atualizada em 28/06/2022 | 07h00

Suspeito de abusar sexualmente de duas enteadas é preso em Canoas

Adolescente de 13 anos fugiu de casa e procurou ajuda da polícia. Outra suposta vítima cometeu suicídio

Suspeito de abusar sexualmente de duas enteadas é preso em Canoas Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Mandado de busca e apreensão também foi cumprido no local do crime para verificar se havia material pornográfico Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

Um homem de 45 anos foi preso, suspeito de abusar sexualmente de duas enteadas dele. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã desta segunda-feira (27) no bairro Mathias Velho, em Canoas, na Região Metropolitana. Foram cumpridos mandados também de busca e apreensão. A investigação iniciou quando uma adolescente de 13 anos fugiu de casa e procurou ajuda da Polícia Civil, na semana passada.

Pelo relato da vítima, a irmã dela, que cometeu suicídio recentemente, aos 18 anos, também teria sofrido abusos entre os 12 e os 15 anos de idade. A investigação não descarta que outra enteada do suspeito, esta com 15 anos atualmente, tenha sido vítima dos crimes. Conforme o titular da Delegacia da Criança e do Adolescente de Canoas, delegado Pablo Rocha, há indícios disso. Ela será ouvida nesta semana.

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Antes disso, haverá o depoimento do preso. O nome dele não foi divulgado, porque isto levaria à identificação das vítimas, o que é vedado pela legislação.

O delegado Rocha diz que a adolescente de 13 anos era abusada sexualmente há um ano e resolveu fugir de casa porque os estupros se intensificaram no último mês. Ela teria saído da residência em que morava com a mãe, o padrasto e a irmã de 15 anos entre quarta-feira e quinta-feira da semana passada. Depois disso, procurou o pai e os dois relataram os fatos à polícia.

De posse das informações obtidas, incluindo o suicídio da irmã da menina - que ocorreu há alguns meses, possivelmente tendo como causa o sofrimento psicológico decorrente dos abusos -, a polícia obteve as ordens judiciais. Rocha montou uma operação e nesta segunda-feira prendeu o investigado em casa.

No local, foram apreendidos equipamentos eletrônicos do suspeito. Isso porque as investigações apontam que ele possuía várias fotos íntimas das vítimas. A mãe das meninas, que mantinha relacionamento há nove anos com o investigado, também é alvo do inquérito. A polícia afirma que ela sabia dos crimes e apura se ela teve participação ou se apenas foi omissa na proteção das filhas. A mulher responde inicialmente em liberdade e será ouvida ainda nesta segunda-feira.

Como denunciar

Polícia Civil - Basta ir à delegacia mais próxima ou repassar a informação pelo telefone. É possível utilizar o Disque Denúncia pelo 181. A Delegacia da Criança e do Adolescente (Deca) em Porto Alegre atende pelo telefone 0800-642-6400.
Disque 100 - recebe denúncias sobre violência contra criança e adolescente em todo o país.

Procure ajuda

Caso você esteja enfrentando alguma situação de sofrimento intenso ou pensando em cometer suicídio, pode buscar ajuda para superar este momento de dor. Lembre-se de que o desamparo e a desesperança são condições que podem ser modificadas e que outras pessoas já enfrentaram circunstâncias semelhantes.
Se não estiver confortável em falar sobre o que sente com alguém de seu círculo próximo, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. O CVV (cvv.org.br) conta com mais de 4 mil voluntários e atende mais de 3 milhões de pessoas anualmente. O serviço funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados), pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil (confira os endereços neste link).
Você também pode buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192, ou em um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Estado. A lista com os endereços dos CAPS do Rio Grande do Sul está neste link.

 
 
 
 
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