Fim de papo
Prefeitura rompe negociação com grupo Ocupa Árvores
Após oito encontros, executivo municipal desiste de negociação com manifestantes

Foi em campo neutro que a Prefeitura de Porto Alegre e os integrantes do grupo Ocupa Árvores negociaram uma saída pacífica dos manifestantes para que pudesse ser dado, sem conflito, o prosseguimento das obras de duplicação da Edvaldo Pereira Paiva, a Avenida Beira-Rio.
Em vídeo, manifestantes montam acampamento para impedir corte de árvores:
O último dos oito encontros foi no sábado na Usina do Gasômetro. As reuniões começaram no final do mês passado coordenadas pelos secretários Cézar Busatto e Urbano Schmitt.
O desejo de uma saída negociada não se realizou. Um decisão judicial permite a retirada da vegetação. No sábado Busatto esteve com os líderes do movimento identificados como Iuri, Juliano, Ícaro e Ana. Na ocasião a Prefeitura seis propostas para que o grupo deixasse o local. São elas:
1 - Colocação de lombadas eletrônicas nas proximidades da Usina do Gasômetro, com limite de 40km/h
2 - Análise em conjunto com técnicos do município e comissão do grupo sobre cada uma das 22 árvores que ter alguma possibilidade de preservação, mesmo que implicasse em pequena mudança no projeto e maior dispêndio de recursos
3 - Realização de concurso público, com participação na comissão julgadora de entidades como IAB e dos próprios acampados, para projeto de passarela entre a praça Julio Mesquita e a Usina, contemplando também projeto para a estrutura do aeromovel
4 - O grupo ajudaria a Prefeitura Municipal a identificar os locais de plantio das mudas de mitigação e ajudaria a cuidar das mesmas
5 - Retirada do estacionamento do Gasômetro que seria transformado em area verde, como parte do futuro Parque do Gasômetro
6 - Maior participação e debate sobre as próximas obras e questões ambientais na cidade.
A resposta do grupo foi não. Assim a Prefeitura de Porto Alegre começa a pensar em outras alternativas. A capacidade de busca por uma solução negociada esgotou-se.
A reportagem de Zero Hora falou com um dos líderes do movimento na manhã desta quinta-feira, mas ele não quis se manifestar. O grupo está acampado há mais de 40 dias no local se opondo ao projeto por entenderem que a prefeitura não cumpre o plano diretor da cidade, nem respeita a criação do Parque do Gasômetro. Os manifestantes ameaçam subir nas árvores caso a prefeitura retome o corte das árvores.