Com taxas mais baixas, consórcio é opção para quem quer adquirir um bem de forma planejada - Informações sobre finanças, guias e outras utilidades no Diário Gaúcho

Economia17/11/2016 | 05h50Atualizada em 17/11/2016 | 14h26

Com taxas mais baixas, consórcio é opção para quem quer adquirir um bem de forma planejada

Em vez de juros, o consorciado paga parceladamente o valor integral do bem mais algumas taxas. Veja na prática a diferença de custos

Com taxas mais baixas, consórcio é opção para quem quer adquirir um bem de forma planejada Carlos Macedo/Agencia RBS
Maurício não tinha pressa e investiu no consórcio Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Desde o mês passado, o bancário Maurício Tavares da Silva, 36 anos, dirige sorrindo entre sua casa, em Estância Velha, e o local de trabalho, em Novo Hamburgo. O carro, que é da esposa, foi comprado graças a um consórcio iniciado em dezembro do ano passado. Ele acabou contemplado em outubro com o valor próximo de R$ 24 mil, ideal para um carro seminovo em boas condições.

– Não tinha pressa para tirar. Agora, sigo pagando as prestações por mais uns 30 meses. Estou mirando um consórcio para trocar o meu carro, daqui a uns anos, também perto desse valor – diz ele. 

Leia as últimas notícias do dia

A casa que Maurício tem hoje foi comprada graças ao consórcio de um terreno. Com a venda dessa propriedade, pôde adquirir o imóvel atual. O que ele viu nessa modalidade também é percebido por mais gente em época de juros altos e restrição de crédito. Se não há pressa para ter o bem, o consórcio é uma opção em conta para bens móveis (como carros, caminhões e motos), imóveis (a casa própria) e até serviços (como viagens e formaturas). 

Em vez de juros, o consorciado paga parceladamente o valor integral do bem mais taxa de administração, percentual de fundo reserva (segurança contra inadimplência) e a atualização do valor do bem. 

– Este será o nosso melhor ano da história , com um crescimento de 24% em relação a 2015. Serão cerca de 13,5 mil pessoas ingressando nessa modalidade até o final do ano – afirma Fernando Postal, diretor da empresa Banrisul Administradora de Consórcios, criada em 2004.

Entrega

Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o ano de 2015 bateu o recorde histórico desde 2009 (ano em que entrou em vigor a Lei dos Consórcios no Brasil, disciplinando o sistema), com 7,17 milhões de consorciados ativos. Esse crescimento perdeu o ritmo no começo deste ano com a crise econômica e política. O setor, entretanto, vem se recuperando desde maio e, em setembro, a Abac registrou 7 milhões de consorciados no país. A expectativa é fechar o ano mais perto do número de 2015.

– A alta recente do consórcio tem a ver com o momento de crédito mais restrito e juros altos nos bancos. Quando isso acontece, o consórcio fica mais atrativo financeiramente. Não tem juros e garante o bem ao consorciado – acredita o presidente da regional sul da Abac, Carlos Sponchiado.

Leia mais
Pizza de dois sabores não pode ser cobrada pelo preço do mais alto, tem que ser proporcional
Inflação está baixando "muito rápido", diz presidente do Banco Central 

Com os juros altos, o financiamento fica com parcelas mais difíceis de serem encaixadas no orçamento. Ao comparar essa modalidade com o consórcio, mais gente viu nos últimos anos a chance de ter uma mensalidade que cabe no bolso. A Abac não tem números anteriores a 2009. Mas o sistema teve impulso nos anos 1990. Em 1991, a fiscalização e a regulamentação passaram a ser exercidas pelo Banco Central. 

Com essa segurança e o Plano Real, outros segmentos começaram a oferecer, e brasileiros começaram a ver o consórcio como opção até para a casa própria. Para o educador financeiro da Dsop Educação Financeira Jó Adriano da Cruz, a única desvantagem do consórcio, frente ao financiamento, é não entregar o bem imediatamente.

– Mas se você comparar os juros dos financiamentos com as taxas do consórcio e se planejar, o consórcio ainda é a melhor opção. Na média, o que o cliente vai pagar a mais sobre o valor da carta de crédito é 20% – diz ele.

Sistema de consórcios: participantes ativos no Brasil
2016:
7 milhões (até setembro)
2015: 7,17 milhões
2014: 6,18 milhões
2013: 5,74 milhões
2012: 5,18 milhões
2011: 4,65 milhões
2010: 4,06 milhões
2009: 3,8 milhões
Fonte: Abac

Compare a aquisição de um carro popular 0km avaliado em R$ 30 mil

No consórcio:
- Prazo de 50 meses
- Soma das taxas: 20% (média do mercado)
- Valor pago no final: R$ 36 mil (sem contar possível aumento mensal por causa da valorização do bem)

No financiamento:
- Prazo de 50 meses
- Juros: segundo o BC, entre 1,04% e 4,37% ao mês para financiamento de veículos.
- Em média, os juros podem chegar a 50% ou mais no prazo total.
- Valor pago no final: pode chegar ou passar de R$ 45 mil (sem contar taxas extras)
Fonte: educador financeiro da Dsop Educação Financeira Jó Adriano da Cruz

TIRE AS DÚVIDAS SOBRE O CONSÓRCIO

O que é:
- É a modalidade de compra baseada na união de pessoas em grupos para formar poupança para a aquisição de bens.
- A formação desses grupos é feita por uma administradora autorizada e fiscalizada pelo Banco Central.
- Só há duas maneiras de ser contemplado: o sorteio e o maior lance (antecipação de parcelas, que ainda não dá garantia de contemplação).

O lado bom
- Não tem juros, mas taxas mais baixas em relação aos financiamentos.
- O cliente tem a garantia de receber o valor correspondente ao bem desejado.
- O crédito que o cliente recebe equivale a uma compra à vista e dá poder de negociação.
- Estimula a traçar um orçamento mensal e a programar o uso do dinheiro.

O lado ruim
- O consorciado não terá o bem imediatamente, vai depender de sorteio ou do maior lance.
- O bem pode vir somente no final do prazo, é preciso avaliar se é possível esperar até lá.
- Há taxas que devem ser levadas em conta, além de eventual valorização do bem que se soma à mensalidade.
- Deve-se pagar as prestações até o fim, mesmo após a contemplação. Pode ter o nome inserido nos órgãos de restrição de crédito se deixar de pagar após ser contemplado.
- Quem deixa de pagar antes da contemplação não participa mais dos sorteios e pode não receber a carta de crédito, se for contemplado. Paga multas e juros. 

6 passos do consórcio

1: Escolha uma administradora autorizada pelo Banco Central do Brasil neste site (clique em Perfil Cidadão, Bancos e outras entidades supervisionadas e Administradoras de consórcio).

2: Entre em contato com a empresa e verifique os planos disponíveis.

3: Avalie o peso da mensalidade por todo o período do consórcio, o valor pode sofrer ajustes nesse período se o bem se valorizar.

4: Verifique as regras de contemplação por sorteio e lance. Desconsidere promessa verbal, o prometido tem de estar no contrato.

5: Com adesão confirmada, é hora de participar das assembleias, as reuniões em que ocorre a distribuição dos créditos.

6: Após ser contemplado, lembre-se que se tem poder de compra à vista para negociar descontos.

Fonte: Abac



 
 
 

Siga o Diário Gaúcho no Twitter

  • pfvrxx

    pfvrxx

    narina talvez marina@jugarciarp @falandocarioca @GauchoFalando @10Ronaldinho @diario_gaucho @JornaldoAlmoco_ @_OrgulhoGaucho @RdGaucha @Rafagaucho @vibeoutonohá 29 minutosRetweet
  • jugarciarp

    jugarciarp

    maio, junho, Júlia..@pfvrxx @falandocarioca @GauchoFalando @10Ronaldinho @diario_gaucho @JornaldoAlmoco_ @_OrgulhoGauchohá 31 minutosRetweet
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros