Mãos de tesoura no acampamento: Jordan faz a barba e o cabelo da gauderiada - Notícias

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Vaidade farroupilha16/09/2015 | 07h02

Mãos de tesoura no acampamento: Jordan faz a barba e o cabelo da gauderiada

Jordan Maestri Soares Fialho, 19 anos, levou a barbearia para dentro do piquete e tem conquistado a confiança da gauchada

Mãos de tesoura no acampamento: Jordan faz a barba e o cabelo da gauderiada Carlos Macedo/Agencia RBS
Jordan corta o cabelo de Régis Lima, patrão do Piquete 30 de Abril Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Foi só o movimento da barbearia do Bairro Cavalhada, na Zona Sul de Porto Alegre, começar a baixar para o cabeleireiro Jordan Maestri Soares Fialho, 19 anos, fechar as portas e transferir o local de trabalho para o Acampamento Farroupilha.

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Integrante do Piquete Querência do Peão, de Viamão, o jovem está cortando o cabelo e fazendo a barba da gauchada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, o Parque da Harmonia.

 Fotos: Carlos Macedo/Agência RBS

— Aposto que vou ganhar mais dinheiro aqui do que lá. Todos os anos, venho para cá, desde gurizinho, mas esse ano sou o cabeleireiro do acampamento — diz ele, que trabalha no barbearia do pai.

 

Atrás de serviço

Por enquanto, a maioria dos clientes são homens que, pouco a pouco, estão se convencendo que o jovem tem habilidade com as tesouras. O corte ocorre no piquete, com a churrasqueira e um cavalo de cenário.

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Uma tímida placa de papelão que oferece o serviço em frente ao piquete é o suficiente para chamar a clientela. No primeiro dia, conseguiu fazer dez cortes. De tanto observar o vaivém de gente passando pela cadeira de Jordan, Regis Lima, patrão do Piquete 30 de abril, vizinho ao Querência do Peão, também resolveu cortar.

— Ontem (segunda-feira) a máquina (de cortar cabelo) desse guri não parou um minuto. Cortei há dez dias para guardar a chama crioula e agora estou cortando de novo para estar bem no dia 20 de Setembro — confessa Régis.

 

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E se a clientela não aparecer, ele garante que vai "trotear" atrás de serviço. Na nécessaire, carrega três tesouras, navalha, máquina de corte, pente, água e talco. Se depender da curiosidade de quem passa pelo Querência do Peão, não será preciso ir longe. Só de ver ele cortando, muitos que passam por ali já se interessam e entram na fila do corte.

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Ele atende sempre a partir das 9h até o final do Acampamento. Cobra R$ 15 o corte masculino e feminino, R$ 15 para fazer a barba e R$ 25 para pintar o cabelo. Com o dinheiro que ganhar a mais no Acampamento, planeja comprar mais materiais para o trabalho. Também está juntando para fazer um curso profissionalizante de cabeleireiro nos Estados Unidos. Ele deseja realizar este sonho até 2018. 

— Quero ser como os grandes cabeleireiros de São Paulo.

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