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Chuvas no Estado15/10/2015 | 13h44

Morador de Canoas abrigou-se dentro do roupeiro para fugir do granizo

Ajudante de motorista ficou com a casa destelhada e perdeu tudo que tinha

Morador de Canoas abrigou-se dentro do roupeiro para fugir do granizo Félix Zucco/Agencia RBS
Telhado da casa de Rodrigo ficou totalmente destruído Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

A casa do ajudante de motorista Rodrigo Dimer, 29 anos, na Rua Boa Saúde, bairro Rio Branco, em Canoas, ficou totalmente destruída com o temporal da quarta-feira à noite. Todas as casas da rua foram atingidas pelo granizo e estão destelhadas.

Rodrigo mora sozinho e ficou desesperado quando pedras de granizo "do tamanho de um caroço de abacate" começaram a cair. Ele conta que, no início, tentou ensacar eletrodomésticos, documentos e até os móveis, mas o trabalho foi em vão. As pedras eram muito grandes e caíram com intensidade por 15 minutos.

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A solução que ele encontrou para se proteger foi colocar um colchão em cima do roupeiro, no quarto, e entrar dentro do móvel.

– Parecia uma guerra, e eu não tinha o que fazer – relata Rodrigo.

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Ele mora sozinho na casa que fica nos fundos do terreno onde também está a residência da sua mãe. De dentro do roupeiro, escutava os gritos dela, mas passou muito tempo sem conseguir sair de lá para ver como ela estava.

Só saiu quando parou o granizo. O cenário que viu é esse da foto: as telhas de 5mm viraram uma peneira, e tudo que havia dentro da casa ficou destruído.

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– Consegui pegar minha mãe e fomos para a minha vó, do outro lado da rua. O lugar também ficou destruído. Montamos uma barraca dentro da casa e ficamos lá com os vizinhos até amanhecer.

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Na mesma rua, a Boa Saúde, a casa do enfermeiro Miguel Lopes, 45 anos, também ficou danificada, com diversas telhas quebradas. Ele tentou comprar telhas novas na manhã desta quinta-feira, mas não encontrou no comércio da cidade.

Só conseguiu comprar plástico branco, aquele bem comum, para cobrir os lugares onde não há mais telhas. Ele reclama que o preço do material saltou de R$ 1,80 – preço que pagou pelo produto há um mês – para R$ 4,60.

– Os comerciantes estão abusando das pessoas que estão em dificuldade – queixa-se.

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