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Economia16/02/2016 | 08h03

Giane Guerra: quem sofre mais com a crise econômica

Colunista do Diário Gaúcho destaca o perfil das pessoas que mais sofrem com a situação

Giane Guerra: quem sofre mais com a crise econômica Alexandre Oliveira/Reprodução
Lista de compra é fundamental Foto: Alexandre Oliveira / Reprodução

Tem que se adaptar

Quem não se adapta sofre mais. A crise econômica está aí, ceifando empregos e corroendo a renda das famílias. O negócio é fazer o orçamento sentir o menos possível. Uma pesquisa feita pela agência Nova/SB identificou que a crise mudou o comportamento do consumidor gaúcho. Perguntados sobre o que passaram a fazer em 2015, citaram:

- Lista de compras (58%)
- Procurar marcas mais baratas dos produtos que já consumia (51%)
- Reservar tempo para pesquisar descontos e promoções (43%)
Pelo levantamento, o consumidor gaúcho apareceu como disciplinado. Pesquisa, mas busca qualidade também.

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De olho: outro ponto identificado na pesquisa: os gaúchos estão atentos a "ameaças". Por exemplo, mais da metade dos entrevistados percebe quando as marcas diminuem as embalagens e mantêm os preços. Por lei, isso deveria estar bem claro para o consumidor, mas nem sempre os fabricantes são honestos assim.

Marca própria: geralmente mais barata, ganha espaço na crise. Conforme a pesquisa, quatro em cada dez consumidores do Rio Grande do Sul estão olhando com mais carinho para produtos de marca própria. São aqueles com a marca do supermercado, por exemplo.

Adaptação também no empreendedorismo

Com a crise invadindo o mercado de trabalho, dobrou o registro de novos microempreendedores individuais no Rio Grande do Sul em 2015. Foram quase 85 mil, conforme a Junta Comercial.

Chamados de Mei, são pessoas que trabalham por conta própria e que se legalizam como pequeno empresário. Tem que faturar no máximo R$ 60 mil por ano. É enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais, pagando um valor fixo mensal que cobre Previdência Social e ICMS ou ISS.

– Além disso, sai mais barato também para o empregador, que não precisa pagar a Previdência Social. É um movimento que está ocorrendo bastante na economia em crise. É saída no desemprego – observa o secretário-geral da Jucergs, José Tadeu Jacoby.

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Açúcar é bom, mas é caro - Foto: Ricardo Chaves/Banco de Dados

O preço do açúcar disparou em 2015. Acompanhou a alta do dólar, que tornou mais atrativo para o usineiro vender para fora do país.

Mas chegou também para o consumidor final. Pelo levantamento da Associação Gaúcha de Supermercados, o produto foi a segunda maior alta. Perdeu só para a cebola, que dobrou de preço.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, em 2015, O Iepe/Ufrgs identificou aumento de quase 40% no açúcar refinado. Mesmo com menor intensidade, os doces com grande quantidade de açúcar também tiveram altas fortes de preço.


Bola de neve
Costuma recorrer ao rotativo do cartão de crédito? Olha só: uma dívida de R$ 1 mil atrasada por um ano vira R$ 5,1 mil.

Isso é o que mostra o último levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças. O rotativo do cartão, em que o devedor entra quando não paga a fatura, atingiu mais de 14% de juro por mês. É a maior desde 1995.

Portanto, não atrase a fatura! Até porque o juro deve continuar subindo ainda mais.

Dificuldade e oportunidade

Tem bastante gente ainda tentando consertar os danos provocados pelo temporal que atingiu Porto Alegre no fim de janeiro. O Sindilojas Porto Alegre acredita que nesta semana o estoque de materiais de construção deve ser reabastecido nas lojas. Várias fábricas fizeram férias coletivas no Carnaval.

Já a busca por profissionais seguirá complicada ainda por algumas semanas. Aí está uma oportunidade. Quem sabe fazer reparos em telhados, elétricos e consertar infiltrações está sendo bastante procurado. A procura vai continuar porque tem gente que foi pego de surpresa pela despesa e não conseguirá fazer todos os reparos agora. Terá que esperar o orçamento tomar um fôlego.

Zonzos no ICMS

Os pequenos empresários estão zonzos com as mudanças na cobrança do ICMS no comércio entre Estados. Além da cobrança dupla do imposto, a mudança na regra está complicando a forma de pagamento.

A elevação de custos pode chegar a 30% em 2019, quando termina a mudança gradual, estimou para a coluna o advogado tributarista Luiz Ricardo de Azeredo Sá. Alguns negócios ficarão inviáveis.

– É certo que as empresas – micro e empresas de pequeno porte – terão aumento de custos com suas consultorias contábeis em razão do aumento de burocracia. Pelo menos, um a dois salários mínimos por mês, demandando em muitos casos a contratação de funcionário apenas para cuidar dos procedimentos burocráticos da nova forma de tributar.

Ainda não há decisão judicial, mas entidades que representam empresas preparam ações para ingressar na Justiça.

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