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Seu problema é nosso05/12/2016 | 08h40Atualizada em 05/12/2016 | 08h40

Falta de ônibus adaptados na Zona Sul de Porto Alegre prejudica cadeirante

EPTC informou que moradora pode solicitar mudanças na tabela de horários dos coletivos

Falta de ônibus adaptados na Zona Sul de Porto Alegre prejudica cadeirante Leitor DG/Arquivo Pessoal
Foto: Leitor DG / Arquivo Pessoal

A sensação de desprezo tem acompanhado a aposentada Magda Viviane dos Santos, 53 anos, sempre que ela tenta utilizar o transporte público para se deslocar por Porto Alegre. Moradora do Bairro Aberta dos Morros, Magda é cadeirante e conta que tem enfrentado muitas dificuldade com as más condições e os horários dos ônibus adaptados da linha Alimentadora 13 – São Caetano, que atende a Zona Sul da cidade.

— Muitas vezes, eu fico na parada, e o ônibus vai. As pessoas ficam olhando e até dão risada. Me sinto mendigando por transporte, humilhada, pois não estou tendo o direito de ir e vir — relata, indignada.

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A cadeira de rodas acompanha Magda há 40 anos, mas nunca foi motivo para que ela deixasse de desenvolver tarefas do cotidiano. Entretanto, há alguns anos, ela precisou largar o trabalho por conta de uma fratura na perna. Desde então, ela utiliza o tempo livre para visitar diariamente a mãe, que mora na Restinga.

Parada a 1km Para chegar lá, Magda pega o Alimentadora 13 na frente de casa, próximo ao número 4.480 da Avenida Edgar Pires de Castro. No entanto, relata que a espera para conseguir embarcar em um coletivo que esteja em boas condições para uso de cadeirantes tem sido longa.

Ela reclama que os horários dos ônibus adaptados desta linha são muito espaçados e que, com frequência, os elevadores estragam, principalmente na parte da manhã. Por causa disso, ela já perdeu duas consultas com dentista.

— Se tu não consegues pegar o horário das 13h, só vais conseguir às 16h30min. Além disso, os ônibus vivem com problema, os carros são velhos e estão sempre sujos. Acho isso um absurdo e um desrespeito com todos os cidadãos que precisam do transporte — queixa-se.

Além disso, Magda diz que há motoristas e cobradores despreparados para operar os elevadores. Se não está na companhia do filho para ajudá-la a embarcar ou quando não pode se atrasar, a aposentada conta que prefere ir até a Estrada João Antônio da Silveira, onde há mais opções de linhas de ônibus. No entanto, a parada mais próxima fica quase 1km distante de onde ela mora.

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Usuária pode pedir mudanças

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a usuária pode entrar em contato via telefone 118 para sugerir mudanças na tabela horária dos carros adaptados desta linha, caso ela faça uso frequente e em horários mais ou menos fixos.

Em relação às condições dos veículos, a EPTC garantiu que já repassou as denúncias para a fiscalização do transporte, para que haja monitoramento e correções dos problemas mencionados por Magda.


 
 
 
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