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Carnaval 201706/01/2017 | 21h49Atualizada em 06/01/2017 | 21h52

Prefeito diz que não vai custear e desfile das escolas de samba de Porto Alegre está em xeque

Nelson Marchezan alega que não há recursos para custear os R$ 7 milhões orçados para o evento. Propõe que as entidades carnavalescas busquem patrocínios privados

Prefeito diz que não vai custear e desfile das escolas de samba de Porto Alegre está em xeque Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Mesmo sem repasses, trabalho nos barracões já começou Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A prefeitura não deverá arcar com os custos do Carnaval de Porto Alegre em 2017. A definição foi feita pelo prefeito Nelson Marchezan em uma reunião na tarde desta sexta-feira com secretários municipais. Ele deixou claro que não há dinheiro no cofre.

— Não é uma questão de escolha. A prefeitura simplesmente não tem dinheiro. Se estamos com dificuldade para pagar as creches e os salários dos servidores, não podemos liberar R$ 7 milhões para o Carnaval — reforça Marchezan.

O evento já havia sido transferido para meados de março em virtude das incertezas financeiras. Mas a decisão desta sexta-feira pegou de surpresa o presidente da Liga Independente da Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), Juarez Gutierrez.

— Teremos uma reunião na segunda-feira com a prefeitura e vou também me reunir com os representantes das entidades carnavalescas. Só depois emitiremos uma posição oficial, também conhecendo, afinal, qual a posição do município — diz o carnavalesco.

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A festa estaria orçada, conforme as estimativas do município, em R$ 7 milhões entre os cachês às escolas de samba e a infraestrutura do sambódromo (arquibancadas, iluminação e sonorização). Se, de um lado, Marchezan alega que não há recursos, de outro, Juarez reivindica que os R$ 2,1 milhões para os cachês das 26 entidades carnavalescas precisam do pagamento pelo poder público.

— Isso está na lei, o fomento a uma data que é oficial no calendário do município. Nós já havíamos nos comprometido em buscar as parcerias para custear a infraestrutura do sambódromo, e iniciamos esse trabalho. Mas exigir que sejamos autossustentáveis de uma hora para outra é impossível. As escolas firmaram compromissos durante todo o ano — critica o carnavalesco.

Para a reunião das 9h de segunda, o secretário municipal da Cultura, Luciano Alabarse, deve reforçar a necessidade de que as entidades carnavalescas busquem alternativas com a iniciativa privada. Algo que, segundo Juarez, já é feito todos os anos pela organização das escolas de samba.

— O objetivo é também buscar um modelo sustentável, para que uma festa tão importante como essa não fique na dependência de recursos públicos — diz o secretário.

O próprio prefeito se disponibilizou a conversar com empresários para buscar recursos.

Nelson Marchezan divulgou a decisão de não fazer repasses ao Carnaval em reunião na sexta-feira Foto: Joel Vargas / PMPA

Volta às ruas não é descartada

Entre os carnavalescos já havia um temor de que a prefeitura não custeasse o evento. Uma possível alternativa seria a retomada do Carnaval de rua, com estruturas mais modestas.

— Meu único compromisso com os carnavalescos de Porto Alegre é fazer o desfile de Carnaval. Onde e como, vai depender do que teremos disponibilidade — diz Juarez Gutierrez.

A probabilidade de que a festa não ocorra no Complexo do Porto Seco também surpreende ao comando do policiamento da Capital, da Brigada Militar. Fora dali, acredita o coronel Mario Ikeda, a segurança estará comprometida.

— No sambódromo nós temos toda uma estrutura controlada, com portões, monitoramento das pessoas que circulam e um perímetro bem demarcado para a ação da Brigada Militar. Uma festa de rua, por exemplo, envolveria outros fatores que ainda precisariam ser bem analisados — diz.

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A possibilidade de uma grande Descida da Borges — evento que acontece na Avenida Borges de Medeiros, no Centro —, segundo o oficial, exigiria uma discussão. Repetir as operações já feitas nestes eventos, segundo ele, não é adequado.

— Nós fazemos operações específicas para esses eventos, mas o porte é sempre muito menor do que o desfile das escolas de samba — diz.

Uma edição da Descida, porém, já registrou 30 mil pessoas, enquanto a capacidade do sambódromo não ultrapassa os 10 mil ocupantes.

Independentemente do local onde a festa acontecer, precisará passar, de acordo com o comando do Corpo de Bombeiros, por uma avaliação e por um plano de prevenção contra incêndio. Este deverá ser outro desafio financeiro e contra o tempo para a Liespa possivelmente ter de resolver sem a parceria com a prefeitura até o Carnaval. 

 
 
 

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