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Seu Problema é Nosso07/03/2017 | 08h20Atualizada em 07/03/2017 | 11h17

Com transferência negada em Cachoeirinha, menino é obrigado a caminhar 40 minutos até a escola

É a segunda vez que a prefeitura recusa pedido para que Guilherme, de sete anos, estude numa instituição mais próxima de casa

Com transferência negada em Cachoeirinha, menino é obrigado a caminhar 40 minutos até a escola Arquivo pessoal/Leitor/DG
Guilherme e a bisavó Tereza Foto: Arquivo pessoal / Leitor/DG

Dedicado aos estudos e muito inteligente, como define a bisavó Tereza Stangherlin de Almeida, 74 anos, o pequeno Guilherme da Silva Leal dos Santos, sete anos, só quer uma coisa: estudar pertinho de casa, junto com o irmão mais velho, Gabriel da Silva Leal dos Santos, nove anos.

Este ano, Guilherme cursará o segundo ano do ensino fundamental. Ele está matriculado desde o ano passado na escola Neuza Goulart Brizola, conhecida como Caic, no Bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha. Entretanto, o colégio fica a cerca de 40 minutos a pé da casa de Guilherme, e dona Tereza não tem como levá-lo.

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Doença grave

— Meu marido tem Alzheimer e não pode ficar sozinho em casa. Além disso, é muito longe para irmos a pé e, de van, custa mais de R$ 200 por mês. Só ganhamos aposentadoria e criamos nossos dois bisnetos, não temos como pagar esse valor todo mês — explica Tereza.

Tereza e o pai dos meninos, o autônomo Tiago Leal dos Santos, 33 anos, vêm pleiteando junto à Secretaria Municipal de Educação a transferência de Guilherme para a escola Granja Esperança, conhecida como Granjinha, onde o irmão também estuda. Até o momento, os pedidos foram negados.

Sem nome na lista

Segundo Tiago, desde que Guilherme começou a estudar, em 2016, ele vem tentando conseguir uma vaga no Granjinha. Não conseguiu, e o menino ficou o ano inteiro no Caic. Para este ano, o pai esteve em janeiro na Secretaria. Foi informado de que, a partir do dia 27 daquele mês, ele poderia ir no Granjinha fazer a matrícula de Guilherme.

— A dona Tereza foi lá, com os documentos, no dia que eles pediram para ir. A secretária disse que o nome dele não constava na lista. Voltei na Secretaria e só informaram que não há vagas. A Tereza é uma pessoa idosa e não pode caminhar quase uma hora diariamente para levar o Guilherme no Caic, sendo que tem uma escola bem pertinho da casa dela — queixa-se Tiago.

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Concorrência é grande no Granjinha

A prefeitura de Cachoeirinha tem conhecimento de que os responsáveis pelo estudante Guilherme estão tentando, pelo segundo ano, obter uma vaga na escola Granja Esperança. Porém, por meio de sua assessoria de imprensa, afirma que "neste ano, o menino não obteve a vaga novamente e foi encaminhado à escola Neuza Goulart Brizola, também localizada no Bairro Granja Esperança".

Questionada sobre se haveria a possibilidade de transferência ainda neste ano, a prefeitura explicou que "gostaria de atender a todas as solicitações e que todos ingressassem nas escolas de sua preferência, mas nem sempre isso é possível."

Mesmo bairro

E segue: "a escola da Granja é muito concorrida. Dentro do possível, atendemos a população de uma forma que contemple principalmente o critério do zoneamento, que é o caso do estudante Guilherme, que está com a vaga garantida em uma escola no bairro que reside."

Quanto ao fechamento da escola em função da greve dos servidores, a prefeitura limitou-se a dizer que "o governo acompanha a situação e atua para garantir as aulas".


 
 
 

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    diario_gaucho

    Diário Gaúchohttps://t.co/4tccF1Hk8bhá 1 horaRetweet
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    _patisshot

    PatríciaCom certeza eu esqueço tudo o que a minha mãe faz, e é involuntário. Pq se eu lembrasse... eu seria manchete no diário gaúchohá 1 horaRetweet
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