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17 anos do DG18/04/2017 | 07h00Atualizada em 18/04/2017 | 07h00

Corações Solitários uniu casal de Nova Santa Rita

Na segunda reportagem em homenagem aos 17 anos do Diário Gaúcho, apresentamos a história do casal de Nova Santa Rita que se conheceu com a ajuda da seção Corações Solitários.

Corações Solitários uniu casal de Nova Santa Rita Tadeu Vilani/Agencia RBS
Ana Cláudia e Egilson completarão 13 anos juntos, no próximo mês Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Quando viu a própria mensagem escrita em nove linhas e publicada na seção Corações Solitários, do Diário Gaúcho, em 8 de agosto de 2003, o alambrador Egilson Machado, 33 anos, então morador de Tramandaí, imaginou que ficaria sem respostas. Enganou-se. Dos 30 retornos recebidos, a maior parte se tornou conversas sem rumo e encontros desconexos. Mas foi aquela carta enviada ao jornal, cujo único propósito era o de conhecer pessoas de outros lugares, que acabou levando Egilson — leitor assíduo do jornal — ao altar.

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Hoje, casado há 13 anos com a dona de casa Ana Cláudia Santos da Silva Machado, 34 anos, de Nova Santa Rita, ele recorda com carinho do primeiro contato da mulher, na época deixado numa das gavetas da memória por cerca de um mês.
— Estava começando um relacionamento quando a carta dela chegou. Apesar de tudo, não a esqueci. Voltei a procurá-la quatro meses depois, depois de terminar a outra relação — conta.
— Lia sempre o Diário Gaúcho, mas foi a primeira vez que tomei a coragem de escrever para alguém. Quando enviei a carta a ele, jamais imaginava que fossemos nos conhecer pessoalmente. Muito menos, casarmos — completa Ana Cláudia. 

Nos cinco meses seguinte, se seguiram conversas diárias ao telefone. Como moravam a 150km de distância, os dois não se conheceram pessoalmente antes de terem a certeza de que o sentimento era mútuo.
— Queimei o celular porque passávamos a noite falando. Comecei a gostar dele de verdade e passei a enviar poemas. O Egilson admitiu que gostava de poesia, e isso foi um dos tantos pontos que tínhamos em comum — revela a dona de casa.

Egilson e Ana vivem no interior de Nova Santa Rita Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Homenagem
O primeiro encontro do casal ocorreu em São Leopoldo, no Vale dos Sinos, na casa de uma irmã de Egilson. Ana Cláudia, apesar de já ter 21 anos, temia que o pai a proibisse de conhecer o pretendente. Por isso, comunicou apenas a mãe. No mesmo dia em que se conheceram, os dois tiveram a certeza de que o romance acabaria engatando. Foram dois encontros antes de Egilson conhecer a família da namorada, um mês depois. Namoraram à distância durante os quatro meses seguintes, até que o jovem tomou a decisão: casavam ou se separariam.
— Não tive dúvidas, na mesma hora, aceitei! — recorda Ana Cláudia.

Durante um período, o casal morou no Litoral Norte. Porém, a falta de oportunidades de trabalho levou os dois a retornarem para a cidade dela. No ano passado, o casal oficializou a união no civil. Hoje, vivem nas terras onde Egilson presta serviços como alambrador. Nas horas de folga, enquanto leem o DG comprado no Centro da cidade, gostam de sorver um mate à sombra das árvores do terreno. Juntos, planejam a próxima etapa da vida a dois.
— Até o próximo ano queremos ter o bebê DG! — afirma a mulher, aos risos, apoiada pelo marido na homenagem ao jornal que os uniu. 

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