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Seu Problema é Nosso26/04/2017 | 16h16Atualizada em 26/04/2017 | 16h19

Pais esperam por quase três meses leite especial para filha

O produto é para crianças alérgicas à proteína do leite de vaca ( APLV) e ao ovo

Pais esperam por quase três meses leite especial para filha Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
A pequena Luísa com os pais, Camila e Renato Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Desde o dia 1 º de fevereiro deste ano, a família de Luísa Isabely Soares Eberhardt, dez meses, tenta conseguir, via Sus, o alimento especial Neocate. O produto é para crianças alérgicas à proteína do leite de vaca ( APLV) e ao ovo. 

A dona de casa Camila Soares Luiz, 24 anos, mãe de Luísa, conta que descobriu a doença há três meses. Após tomar leite comum, a menina começou a ficar inchada e com marcas vermelhas no corpo. 

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— Até então, ela só tomava Nestogeno. Fomos tentar fazer a troca para o leite de vaca e ela entrou em choque anafilático. Corremos para o hospital e recebemos o diagnóstico — diz Camila. 

Com o laudo médico em mãos, documentos e formulário de solicitação preenchido, Camila foi à Farmácia de Medicamentos Especiais pedir o leite para a filha ao Estado. Dois meses depois, recebeu uma negativa da farmácia, dizendo que não havia provas suficientes de que Luísa precisa do Neocate. 

Sem resposta 

— Voltei com ela ao médico e ele deu um novo laudo, mais especificado, dizendo que ela não pode testar nenhum outro leite, pois o risco de anafilaxia é grande e, caso algo aconteça, só teremos 20 minutos para chegar com ela ao hospital — desabafa Camila. 

O novo pedido foi feito ao Estado no dia 31 de março e, até agora, Camila e o marido, o motorista Renato Eberhardt, 33 anos, não receberam resposta. Cada lata de Neocate, Alfamino ou Puramino, que são as outras duas opções, custam entre R$ 150 e R$ 250. Mensalmente, Luísa precisa de 12 latas. Se for levado em conta o valor mais alto, os pais teriam que gastar R$ 3 mil só em leite — dinheiro que a família não tem. 

Aos poucos, sob orientação médica, Camila está introduzindo novos alimentos na dieta de Luísa. Contudo, qualquer reação é sinal para retirar o alimento. As doações do leite especial que recebeu não são suficientes para suprir a necessidade da bebê. Por isso, Camila está tendo que diminuir a quantidade de mamadeiras. 

— A pediatra falou que ela não engordou nada nos últimos dois meses. Estou preocupada, ela não pode ficar sem o leite, mas é muito caro — comenta Camila.

Processo será concluído até o fim da semana 

Após contato da reportagem do Diário Gaúcho, a Secretaria Estadual da Saúde informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que o processo de Luísa foi avaliado pelo alergologista responsável no dia 20 de março e devolvido como incompleto. 

Outra avaliação será feita, se os documentos faltantes tiverem sido disponibilizados pelos pais. A previsão é de que o processo de avaliação seja concluído até o final desta semana. 

Para ajudar

/// Enquanto não consegue a liberação do alimento via Sus, a família recebe doações em leite ou dinheiro para alimentar Luísa. O contato pode ser feito pelo telefone ( 51) 99368- 8940. 

/// A conta bancária da família é do Banrisul. A agência é 0123, e a conta poupança, 390227940- 7, em nome de Renato Eberhardt. 

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