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Seu problema é nosso09/08/2017 | 10h15Atualizada em 10/08/2017 | 10h25

Cadeirante de Canoas sofre com falta de ônibus adaptado há quatro anos

Quando não consegue pegar seu ônibus, a secretária tem que andar com a cadeira por até duas horas para conseguir chegar em casa

Cadeirante de Canoas sofre com falta de ônibus adaptado há quatro anos Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Rosângela costuma esperar até três horas por um veículo com elevador que possa transportá-la Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Desde que se mudou para o Bairro Rio Branco, em Canoas, há quatro anos, a secretária Rosângela de Oliveira, 53 anos, sofre com a falta de ônibus acessíveis. Dependente de cadeira de rodas, ela costuma esperar até três horas por um veículo com elevador que possa transportá-la. 

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Rosângela trabalha em Porto Alegre e, para chegar à Capital, precisa pegar o trem, diariamente, no Centro de Canoas. Para o deslocamento de sua casa até a estação, depende do ônibus municipal da linha Machadinho, administrada pela empresa Sogal. 

Ela conta que, pela manhã, são raras as vezes em que sente a falta de ônibus adaptado. Porém, na hora de voltar para casa, no final da tarde, o desafio é muito maior. 

— Pela tabela de horários, deveria ter um ônibus acessível às 18h40min, mas é sempre o mesmo veículo, que está sempre com o elevador estragado — conta Rosângela. 

Como não consegue pegar o ônibus no horário em que deveria haver um adaptado, Rosângela precisa esperar até as 20h — quando um novo carro com elevador estaria disponível, segundo a tabela da linha. Mas, quando não pode esperar, ela precisa pegar outra linha, que passa perto do seu bairro. Nessas situações, a secretária tem que andar com a cadeira por até duas horas para conseguir chegar em casa. 

— É uma situação que me incomoda muito. Eu saio do serviço às 17h30min para conseguir um ônibus acessível e nunca tem — desabafa a cadeirante. 

Só promessas 

Depois de quatro anos de espera, Rosângela resolveu tomar uma atitude e pedir ajuda ao Diário Gaúcho. Ao longo dos últimos anos, ela conta que já tentou entrar em contato com a Sogal e também com a Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade de Canoas mas as promessas feitas pelos órgãos responsáveis nunca foram cumpridas. 

— Já encaminhei muitos e-mails para prefeitura e para a empresa. Eles dizem que preciso ter paciência, que vão tentar resolver. Só que já faz quatro anos que estou esperando essa solução — lamenta Rosângela. 

Prefeitura promete solução para os próximos dias

A assessoria de imprensa da prefeitura de Canoas diz que a SMTM solicitou à Sogal que disponibilize mais um veículo com acessibilidade para atender a linha que Rosângela utiliza. Segundo o órgão, isso deve ocorrer nos próximos dias. Assim, a linha Machadinho contará com dois carros que possuem elevador.

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Questionada sobre como realiza a fiscalização dos ônibus, a SMTM explicou que o controle é feito de forma rotineira em toda a frota do município. E, sempre que é constatado algum problema, o veículo é retirado para que possa ser consertado e retornar o mais rápido possível à circulação normal. 

O órgão ainda esclareceu que a frota da Sogal é de 135 ônibus, sendo 87 acessíveis. E estes são distribuídos de forma proporcional para atender todas as linhas. 

*Produção: Alberi Neto


 

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