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Seu problema é nosso01/02/2018 | 11h07Atualizada em 01/02/2018 | 11h07

Buraco na calçada espera por reparo há cinco meses em bairro de Porto Alegre

Segundo morador, agentes da prefeitura chegaram a ir até o local, aplicaram saibro no buraco e saíram com a promessa de retornar em breve, o que não aconteceu

Buraco na calçada espera por reparo há cinco meses em bairro de Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Frustrado por estar esperando há cinco meses a solução de um problema em sua rua, o policial civil aposentado Luiz Carlos Herrera, 66 anos, reclama do descaso dos órgãos públicos. 

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Luiz mora na Rua Israel, no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre, e explica que o buraco em sua calçada está aberto desde agosto de 2017:

— Embaixo da minha calçada tem uma galeria de esgoto. Um dia, vi que uma abertura tinha se formado. Puxei uma pedra para inspecionar e percebi que estava tudo oco. Com o tempo, a cratera foi aumentando, e o chão, cedendo.

Logo que o problema começou, o aposentado entrou em contato com a administração municipal, abrindo seu primeiro protocolo de reclamação — agora, já acumula oito solicitações. Na época, agentes da prefeitura foram até o local, aplicaram saibro no buraco e saíram com a promessa de retornar em breve. Após quase um mês de espera, em 27 de setembro, Luiz retomou o pedido de reparo.

— É um descaso tão grande que sequer sinalizam o perigo. Poderiam ter, pelo menos, colocado alguns cavaletes, se não tinham previsão de voltar. Agora, são cinco meses de espera sem respostas — desabafa Luiz.

Desamparo

Morador da via há 32 anos, o aposentado se preocupa com a possibilidade de algum acidente grave acontecer no local. Luiz relata que vizinhos distraídos já se machucaram, passando por ali. 

— Têm muitas crianças aqui na rua. Com o tamanho do buraco, pode cair alguém ali dentro — alerta. 

Na tentativa de diminuir a abertura, Luiz reorganizou as pedras de basalto mas, mesmo assim, aguarda diariamente um posicionamento da prefeitura. Segundo o morador, a colocação do saibro piorou a situação e aumentou o seu sentimento de desamparo.

— A cada ligação para a ouvidoria, me diziam para ficar abrindo protocolos que, uma hora, alguém viria aqui. Não acho isso certo, é um completo descaso, sequer atendem as próprias indicações de dentro da administração. Parece que estão jogando conosco, esperando algo mais sério acontecer — relata Luiz.

Reparo previsto para fevereiro

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) informou, por meio da Seção Leste de Conservação de Águas Pluviais, que, após vistoria no local, constatou a necessidade de reconstrução de rede pluvial com auxílio de retroescavadeira. O órgão afirmou que o serviço está na programação para começar até o final da primeira quinzena de fevereiro.

*Produção: Leticia Gomes

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