Moradores reclamam de esgoto a céu aberto há três meses na Restinga, em Porto Alegre - Notícias

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Seu problema é nosso29/01/2018 | 10h23Atualizada em 29/01/2018 | 10h23

Moradores reclamam de esgoto a céu aberto há três meses na Restinga, em Porto Alegre

Segundo Gustavo Oliveira dos Santos, morador da rua, o problema incomoda não só pelo cheiro, mas também pela redução da mobilidade na região

Moradores reclamam de esgoto a céu aberto há três meses na Restinga, em Porto Alegre Lauro Alves / Agência RBS/Agência RBS
Dejetos tomam conta de boa parte da via Foto: Lauro Alves / Agência RBS / Agência RBS

Desde outubro de 2017, os moradores da Rua Manoel Farias da Rosa Primo, bairro Restinga, na Capital, aguardam pelo conserto de algumas bocas de lobo que, por estarem constantemente entupidas, impedem que a água da chuva escoe. 

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Gustavo Oliveira dos Santos, 21 anos, conta que o problema incomoda não só pelo cheiro, mas também pela redução da mobilidade: 

— A rua, que fica no final de um morro, fica intransitável depois da chuva. A terra misturada com a água entope os bueiros e deixa o chão horrível, é quase impossível passar por aqui nesses dias. 

Localizada na Zona Sul, a via também sofre com a falta de asfalto, como foi mostrado na seção Pede- se Providências, no Diário Gaúcho, em 8 de agosto de 2017. Segundo Gustavo, o asfaltamento, que tinha sido feito em 2016, não resistiu nem um ano: 

— O caminhão de lixo passa por aqui e destrói tudo. Os buracos feitos pelo peso do veículo acumulam a água do esgoto, que não tem para onde ir. Já dá para ver que está criando larvas. 

Incômodo 

Gustavo afirma que não só ele, mas também seus vizinhos já entraram em contato com os órgãos responsáveis para pedir respostas. O morador da Restinga diz que as ligações são desanimadoras.

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Uma única vez, conseguiu abrir um protocolo de reclamação e, até hoje, espera por uma solução das autoridades. 

— Somos uma comunidade unida, ajudamos nossos vizinhos e tentamos sempre melhorar nosso bairro. É muito desanimador precisar dessa ajuda do poder público e não receber uma previsão. Podiam até nos dizer o que precisaria ser feito para tentarmos dar um jeito — desabafa Gustavo.

O incômodo, segundo ele, é maior quando lembra que as reclamações são antigas. Para o morador, toda vez em que algum serviço foi feito na via, ele observava um certo desleixo. O asfalto, que não durou um ano em boas condições, poderia ter sido feito em conjunto com a renovação da rede pluvial, segundo Gustavo: 

— Eles falam que o prefeito passou pela Restinga. Mas acho muito difícil, pois alguém teria de ter mostrado as condições das ruas. Acho que é uma falta de planejamento, não pensam a longo prazo. 

Órgão prometeu visita na sexta-feira 

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) informou, por meio da Divisão de Manutenção de Águas Pluviais (DMAP), que o local seria vistoriado no mesmo dia em que a reportagem contatou a prefeitura: na sexta-feira passada. 

Porém, até o final da tarde de sexta, a visita não havia sido confirmada pelo morador nem pela prefeitura.

*Produção: Leticia Gomes

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