Cansada de promessas, comunidade escolar faz protesto por reforma em colégio de Porto Alegre - Notícias

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Educação20/04/2018 | 16h41Atualizada em 20/04/2018 | 16h43

Cansada de promessas, comunidade escolar faz protesto por reforma em colégio de Porto Alegre

Prédio da Dom Pedro I foi interditado após temporal em setembro do ano passado. Desde lá, alunos do bairro Glória foram realocados de forma provisória para escola no Menino Deus

Cansada de promessas, comunidade escolar faz protesto por reforma em colégio de Porto Alegre Tadeu Vilani/Agencia RBS
Pais, professores e alunos em frente ao prédio da Escola Dom Pedro I, no bairro Glória Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Depois de duas promessas não cumpridas, pais, alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom Pedro I, no bairro Glória, em Porto Alegre, protestaram em frente ao prédio da instituição que espera por reforma desde o ano passado. Os 270 estudantes estão sem acesso à escola desde setembro, quando um temporal destruiu parte do telhado e alguns corredores. O local precisou ser interditado. 

A obra foi prometida para começar em setembro do ano passado. Porém, até o fim da aulas, sequer havia começado. Em fevereiro, uma nova promessa: dar a largada nos trabalhos em março e, até abril, ter o prédio pronto para receber os estudantes. Nada ocorreu. 

 PORTOALEGRE-RS-BR 20.04.2018Pais, professores e alunos da escola Dom Pedro I  fazem um protesto em frente à escola que está parcialmente destruída desde o ano passado por um temporal.FOTÓGRAFO: TADEU VILANI AGÊNCIARBS
Prédio foi parcialmente destruído por temporalFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Enquanto isso, os alunos são atendidos provisoriamente no prédio da Escola Euclides da Cunha, no bairro Menino Deus, a quatro quilômetros da Dom Pedro I. Para o trajeto, estudantes do Glória precisam pegar dois ônibus.

Na manhã de sexta-feira, a comunidade escolar se reuniu em frente ao prédio, parcialmente sob escombros, para pedir providências. Em papéis recortados em forma de casa, os alunos desenharam a escola que sonham ter e como se sentiriam nela. Cartazes com os desenhos foram fixados no portão e em uma das paredes da escola.

 PORTOALEGRE-RS-BR 20.04.2018Pais, professores e alunos da escola Dom Pedro I  fazem um protesto em frente à escola que está parcialmente destruída desde o ano passado por um temporal.FOTÓGRAFO: TADEU VILANI AGÊNCIARBS
Alunos fizeram desenhos de como seria a escola dos sonhosFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
 PORTOALEGRE-RS-BR 20.04.2018Pais, professores e alunos da escola Dom Pedro I  fazem um protesto em frente à escola que está parcialmente destruída desde o ano passado por um temporal.FOTÓGRAFO: TADEU VILANI AGÊNCIARBS
Desenhos foram fixados na parede da escolaFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

A dona de casa Léa Calage Oviedo, 59 anos, foi com as duas netas, Carol, sete, e Alana, dez. Moradora do bairro Glória, ela fica todas as manhãs na escola – turno em que as netas estudam – para não precisar voltar para casa e retornar para buscá-las. 

— Pela manhã, minha filha e meu genro nos deixam de carro na escola. Ao meio-dia, volto de carro de aplicativo, pois se voltasse de ônibus, chegaria só às 13h45min em casa. Isso, desde setembro do ano passado. É cansativo porque ninguém resolve nada, está cada vez pior — comenta ela, que fez cartazes e usou nariz de palhaço no protesto. 

 PORTOALEGRE-RS-BR 20.04.2018Pais, professores e alunos da escola Dom Pedro I  fazem um protesto em frente à escola que está parcialmente destruída desde o ano passado por um temporal.FOTÓGRAFO: TADEU VILANI AGÊNCIARBS
Manifestação pede reforma no prédio destruídoFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Pneu da cadeira de rodas furou

Desde setembro, a merendeira Silvia Nara Quiroga, 42 anos, gasta R$ 48,60 diariamente para levar e buscar os filhos Marcos Vinicius, 13 anos, que é cadeirante e isento de pagar a passagem, Isadora, 10 anos, e Jadson, oito anos. O trajeto começa na linha Glória e segue no T2 para chegar ao Menino Deus.

— Com toda essa função, o pneu da cadeira de rodas do meu filho já furou cinco vezes. Quando mês está acabando, e as passagens de ônibus também, vou a pé para o trabalho. Tínhamos uma esperança de ter nossa escola de volta, mas, até agora, nada _ desabafa Silvia. 

Incentivadora da manifestação, a diretora da escola Dom Pedro, Maria do Carmo Oliveira, explica que, para os professores a situação provisória também é um transtorno:

— A maioria deles mora perto da escola Dom Pedro e precisa se deslocar até aqui (na Euclides da Cunha, onde os professores estão atuando). Alguns pais se obrigam a ficar aqui todo o turno de aula por causa do problema de transporte. 

Uma terceira promessa da Seduc

Questionada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) fez uma terceira promessa para o começo das obras. Por meio da assessoria de comunicação, a secretaria informou que a empresa que fará a obra já foi escolhida e chamada para assinar o contrato. 

A previsão é de que os trabalhos comecem em uma semana. A reforma está orçada em R$ 150 mil. O prazo para a conclusão é de 30 dias.



 
 
 
 
 
 
 
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