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Seu problema é nosso24/04/2018 | 09h21Atualizada em 24/04/2018 | 09h21

Paciente espera há mais de um ano por cirurgia, em Canoas

Apesar de ter realizado exames pré-operatórios de laboratório e ecocardiograma em janeiro, Andréia Domingues ainda aguarda pelo procedimento

Paciente espera há mais de um ano por cirurgia, em Canoas Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Andréia sofreu um acidente de moto quando saía do trabalho, em março de 2017 Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Na espera há mais de um ano, a diarista Andréia Santos Domingues, 40 anos, moradora de Canoas, ainda não passou pelo procedimento cirúrgico que poderá terminar com as dores no seu joelho esquerdo, causadas por rupturas no menisco e em ligamento. Neste período, a saúde de Andréia piorou, e ela precisou ir ao Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) no dia 13 deste mês: 

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— Estava com muita dor nas costas. Achei que era da gripe mas, na verdade, estou com um desvio na coluna pela falta de tratamento na perna. 

Em 8 de março de 2017, Andréia sofreu um acidente de moto quando saiu do trabalho. Sem perceber, um cachorro atravessou na sua frente e fez com que ela caísse. Após a queda, a diarista foi encaminhada para o HPSC, onde nenhum problema foi encontrado. 

Com a insistência de Andréia por uma ressonância, ela foi diagnosticada com rupturas no menisco e em um dos ligamentos, sendo necessário passar por duas cirurgias e por sessões de fisioterapia. 

A história da diarista foi contada pelo Diário Gaúcho no dia 3 de janeiro. Sem previsão de realização do procedimento, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou à reportagem, na época, que o nome de Andréia estaria no 77 º lugar na lista de espera, no Hospital Universitário da Ulbra. 

Apesar de ter realizado exames pré-operatórios de laboratório e ecocardiograma em 22 de janeiro, a moradora de Canoas ainda aguarda. 

Problema é no joelho esquerdoFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Revoltada 

Agora, com novas dores, a diarista descobriu que possui um encurvamento da coluna lombar para a esquerda, do mesmo lado em que teve as rupturas no menisco e no ligamento. Além dos problemas físicos de saúde, Andréia começou a tomar antidepressivos, devido à agonia de aguardar pelo procedimento: 

— É muito difícil. Eu não subo escadas, para caminhar, sinto fortes dores. Ajoelhar nem pensar. É como ter uma perna que não funciona. 

Sem tratamento para amenizar as dores no joelho esquerdo, Andréia foi encaminhada para fazer fisioterapia por causa da dor nas costas. Quando foi ao médico, no Hospital Nossa Senhora das Graças, o profissional a alertou de que ainda teria que esperar para tratar o problema da perna. 

— Disseram que minha perna não vai ficar 100%, por causa do tempo — lamenta a diarista. 

Para diminuir as dores, Andréia faz o uso de analgésicos, mas que não dão conta: 

— As pessoas precisam estar morrendo para serem atendidas. 

Prefeitura segue sem previsão de data 

A Secretaria de Comunicação de Canoas afirma que a cirurgia pela qual Andréia precisa passar é considera eletiva, ou seja, sem urgência. A diarista passou pelo processo pré- operatório e foi encaminhada para fisioterapia. 

Devido às dores nas costas, uma consulta com médico de coluna foi agendada para 27 de abril, às 13h30min, no Hospital Universitário da Ulbra. 

A cirurgia será realizada conforme a demanda do hospital, assim que ela terminar o processo pré-cirurgia. Porém, nenhuma previsão de data foi dada pela prefeitura. 

*Produção: Eduarda Endler

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