Cris Silva fala sobre as mamães que trabalham: "A culpa, às vezes, é inevitável" - Notícias

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Lá em Casa19/10/2018 | 08h00Atualizada em 19/10/2018 | 08h00

Cris Silva fala sobre as mamães que trabalham: "A culpa, às vezes, é inevitável"

Todas as sextas-feiras, a colunista divide suas experiências sobre maternidade

Cris Silva fala sobre as mamães que trabalham: "A culpa, às vezes, é inevitável" Jardim de Retratos / Divulgação/Divulgação
Foto: Jardim de Retratos / Divulgação / Divulgação

Nesta semana, o assunto da coluna são as mamães que trabalham. Ficar longe dos filhos – no meu caso,  o Matheus, de oito meses – não é fácil. A cada dia ele aprende uma coisa nova, e nem sempre é possível acompanhar. Às vezes, a culpa aparece!

Mas calma: sabia que o teu trabalho pode ajudar os pequenos a se desenvolverem melhor?

A cada dia, muitas novidades

Essa foi uma semana bem puxada no trabalho. Muitas ações da rádio, algumas gravações... acabei ficando mais tempo longe de casa. Ou seja, longe do Teteu. 

Quando eu estava ainda de licença maternidade, algumas mães me questionavam sobre a “hora de voltar”. Eu respondia sempre da mesmo forma: “Vai ser tranquilo, se Deus quiser”. E foi. Mais ou menos (risos).  

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O fato é que o Matheus está com oito meses e, nessa época, as mudanças acontecem rapidamente e quase todo dia. Certamente alguma novidade vai surgir em menos de 24 horas. Um gesto novo, uma careta, sempre aparece alguma coisa. 

Novos dentinhos

Por exemplo, há duas semanas me acidentei de carro e precisei ficar de repouso por cinco dias. Nesse tempo vi, de perto, algumas estreias: ele aprendeu a bater palma, os dois dentinhos inferiores saltaram em formato de serrinhas e ele comeu brócolis na mão. Agradeci muito por estar ali, na hora. Só que também me dei conta do quanto eu perco estando longe dele. Mas decidi não me culpar nem sofrer por isso.

Pode ser bom pra eles

Para as mamães e papais que sofrem por não estarem com seus filhos o tempo que deveriam, aí vai um alento. Segundo a psicóloga cognitivo-comportamental Maria Augusta Mansur, existem evidências de que as crianças se desenvolvem melhor com uma mãe que está feliz em seu trabalho do que com uma mãe que se sente frustrada por precisar ficar em casa: 

– Se o bebê sente que a mãe está feliz com ele e sente o apego seguro quando estão juntos, ele até poderá ficar angustiado com a despedida, mas, aos poucos, vai ficando tranquilo, pois entende que ela vai, mas volta.

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Escolhas

Nós sabemos que aquele sentimento de culpa, às vezes, é inevitável. A gente sente falta do bebê e temos consciência do quanto somos importantes para ele. 

– A Teoria do Apego explica, em essência, que o bebê tem uma necessidade inata de encontrar em seus pais ou cuidadores carinho, atenção, segurança e conforto, tão necessários para o seu desenvolvimento físico, emocional e cognitivo – explica Maria Augusta.

Enfim, é preciso seguir a vida e as escolhas que fizemos. Quero que o Teteu cresça sabendo que o trabalho possibilita que tenhamos as coisas lá em casa. Mais ainda, que ele saiba o quanto a mãe e o pai dele são felizes trabalhando e fazendo o que amam.

Vanessa Martini, mãe do Theo e idealizadora do blog Mãezinha Vai com as Outras, dá seu depoimento:

“Quando Theo era menor, eu me sentia bem mais culpada em não estar com ele porque precisava trabalhar. Agora, ele está com quatro anos, já sei que não precisa tanto de mim. Ainda assim me sinto frustrada por não ter o tempo de qualidade que idealizei ter com ele. Muitas vezes, sou engolida pela demanda de atividades no trabalho ou em casa. Não raro, tenho que acordar muito cedo para dar conta de tudo antes de ele levantar para termos um momento juntos.”

Inspiração

Quero dividir com vocês a história da Paula Lacerda, mãe da Valentina, sete anos, que tem paralisia cerebral. 

A rotina de terapias e compromissos fez com que a Paula saísse do emprego para se dedicar à Val. O tempo foi passando, a filha crescendo e ela notou a necessidade de babadores que se adaptassem ao seu tamanho e, mais do que isso, fossem impermeáveis. Então, ela criou o Atelier Babadores Especiais. 

Olha só a Val usando o babador, que linda!Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

– Eu não admitia uma criança toda arrumadinha usar uma toalha ou uma fralda pendurada no pescoço e ficar com a roupa toda molhada – conta Paula. 

Ela foi atrás de tudo: tecido perfeito, estampas coloridas, neutras, com temas femininos, masculinos, enfim, para todos os gostos. Os babadores são do modelo “bandana”, feitos com algodão e um tecido 100% impermeável por dentro. Dá pra encomendar o tamanho que precisar, para bebês, crianças e adolescentes.

O desejo dela? Ajudar mães que estão à procura de um produto de qualidade, beleza e funcionalidade. Quem quiser saber mais pode procurar na página do Facebook Babadores Especiais.

Amei, babei nessa história!


 
 
 
 
 
 
 
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