Após reportagem do Diário, morador de Porto Alegre consegue a aposentadoria - Notícias

Vers?o mobile

 
 

Seu Problema é Nosso15/03/2019 | 10h13Atualizada em 15/03/2019 | 10h13

Após reportagem do Diário, morador de Porto Alegre consegue a aposentadoria

Flávio Willy, 65 anos, porteiro desempregado, havia dado entrada no pedido ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em maio do ano passado

Após reportagem do Diário, morador de Porto Alegre consegue a aposentadoria LeitorDG / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Decisão veio em dezembro Foto: LeitorDG / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

– Foi um alívio. 

Assim, o porteiro de condomínios — agora aposentado — Flávio Willy, 65 anos, define o recebimento do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Morador da Capital, ele esperava desde maio do ano passado pela resposta de sua solicitação de aposentadoria. Na edição do Diário de 20 de dezembro de 2018, foi mostrada a história de Flávio e de mais dois leitores. Entre eles, apenas o porteiro foi aposentado. 

Leia mais  
VÍDEO: Três anos de obras paradas e vandalismo na Praça CEUS, em Cachoeirinha  
Falta de medicamentos na farmácia municipal preocupa pacientes de Canoas
Buraqueira em direção ao Campus do Vale, da UFRGS, altera rotas de ônibus na Capital  

A carta de concessão do benefício do INSS foi recebida dias depois da publicação, ainda em dezembro, e, em janeiro de 2019, Flávio recebeu seu primeiro pagamento: 

— Acredito que a matéria ajudou. Mudou bastante coisa desde lá, agora não dependo tanto da minha família. É bom ter independência financeira, pois estava desempregado havia mais de um ano. 

Mesmo com a concessão da aposentadoria, o porteiro relata que buscará por emprego

— Esse período que eu fiquei esperando foi um sufoco. Tinha contas acumuladas, ainda estou colocando em ordem — relembra. 

Espera continua 

A angústia da espera pela resposta continua para a técnica em enfermagem Maria das Graças Candria Borges, 63 anos, da Capital, e para o motorista de ônibus desempregado Cleomar Aguiar Marques, 57 anos, de São Jerônimo. 

O motorista lamentou a demora, que já ultrapassa um ano: 

— Fiz a solicitação em janeiro de 2017, e nada, ainda. Já vendi coisas de casa para sobreviver. Está difícil. 

À época da reportagem, foi verificado pela Gerência Executiva em Canoas, que atende demandas de São Jerônimo, que o cadastro de Cleomar corresponde ao Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPPs) – modalidade de quem trabalhou em condições prejudiciais à saúde. Neste caso, segundo a gerência, o prazo de análise aumenta. 

INSS não dá esclarecimento sobre casos 

A reportagem buscou a assessoria do INSS para obter posição sobre a concessão do pedido após a divulgação do caso de Flávio e, também, sobre a demora dos outros dois, que ainda não foram atendidos. Além disso, foi questionado se o ritmo de atendimento obteve resultados com a implementação de Centrais de Análise — cujo objetivo seria agilizar a análise dos benefícios requeridos. 

Porém, segundo a assessoria, a demanda, que vem de todo o Estado, “impossibilita o fornecimento de dados individualizados e específicos de cada segurado”. 

Ainda informou que “o número de solicitações de requerimentos e de pedidos de benefícios é superior à capacidade de análise do INSS” e que “nem sempre é possível concluir as etapas dos procedimentos administrativos e antecipar a conclusão da análise de um pedido em detrimento de tantos outros que se encontram na mesma situação”. 

Produção: Caroline Tidra 

Leia outras notícias da seção Seu Problema é Nosso  



 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros