Notícias



Seu Problema é Nosso

Após matéria no Diário Gaúcho, menino consegue creche mais perto de casa 

A distância entre casa e escola passou de sete quilômetros para 700 metros

19/07/2019 - 08h40min


LeitorDG / Arquivo Pessoal
O pequeno posa na frente de sua nova creche

O sorriso no rosto enquanto segura sua mochila do Homem-Aranha é a atual realidade diária do pequeno João Roberto Limberger, cinco anos, no trajeto que faz a pé até sua nova creche. O pequeno morador do centro de Porto Alegre, agora, estuda na escolinha privada Meu Amorzinho, a poucos minutos de sua casa. Ele conseguiu a vaga com o auxílio da Defensoria Pública do Estado (DPE), após a mãe dele, a manicure Thais Hanauer, 37 anos, entrar com ação para conseguir uma vaga. O cenário atual da família difere muito do que o Diário Gaúcho contou em 4 de julho

Leia mais
Mais de uma década de espera por cirurgia agrava condição de idosa de Alvorada
Há mais de um ano, morador de Canoas sofre com a demora para cirurgia  
Moradores do Jardim do Cocão pedem manutenção no bairro 

— Olha, tu não sabes o alívio que é. Parece que tiraram um caminhão das minhas costas. A creche é maravilhosa, ele está adorando tudo: o espaço, as atividades... Agora, posso trabalhar sem preocupação. A creche é a cerca de 700 metros de nossa casa, dá uns 10 minutos de caminhada. Ele vai andando bem feliz, está amando — relata Thais. 

Ação 

Não havia vagas em instituições públicas próximas à casa de Thais e João, o que causava transtornos à família. Em fevereiro, a mãe procurou a DPE para conseguir uma vaga mais próxima. Em março, a prefeitura ofereceu uma vaga na creche Boa Esperança, conveniada ao município. Mesmo com a distância — quase sete quilômetros de sua casa — Thais aceitou matricular João, “por desespero”, como ela relata. 

Em 30 de abril, em decisão na 1 ª Vara do Juizado da Infância e Juventude da Capital, foi atendido o pedido em favor de Thais e João. Isso obrigava o município a pagar por uma vaga em uma instituição privada. No entanto, como o menino estava na Boa Esperança, a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed) não acatou a decisão. 

Em 28 de junho Thais cancelou a matrícula do menino na creche na Orfanotrófio, em função de várias dificuldades da família. Em 1 º de julho, houve novo pedido para que os valores de uma creche particular fossem bloqueados das contas do município. A DPE conseguiu decisão favorável a Thais e João no dia 1 º de julho. O município, então, foi obrigado a pagar as mensalidades na escolinha Meu Amorzinho num prazo de até 10 dias. Procurada, a Smed preferiu não comentar o caso. 

Final feliz e a rotina bem mais tranquila

A distância impedia que Thais trabalhasse em empregos com horários fixos, devido aos períodos de entrada e saída de João na Boa Esperança. Atuando como manicure nas casas de clientes, muitas vezes, conta ela, perdeu renda porque os horários se chocavam com os marcados em seu serviço. 

Além disso, a mãe perdia, pelo menos, uma hora e meia nos trajetos de ida e volta até a creche, fora os valores de passagem — que já não cabiam no bolso de Thais. Em 12 de julho, ela foi chamada pela nova escolinha e, no mesmo dia, já fez a matrícula do menino. Com isso, João ficaria na Meu Amorzinho, com os valores pagos pelo município. 

— Em 10 dias após a reportagem, já nos chamaram. Eu peguei os documentos e corri para lá para fazer a matrícula. Agora está tudo bem, ele está superfeliz. Acredito que a repercussão que teve no jornal foi essencial para que a gente conseguisse. Sem dúvida, contribuiu muito — relata a mãe. 

Produção: Ásafe Bueno

Leia outras notícias da seção Seu Problema é Nosso   



MAIS SOBRE

Últimas Notícias