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Seu Problema é Nosso09/07/2019 | 11h00Atualizada em 09/07/2019 | 11h00

Risco de transbordamento de córrego preocupa moradores de Cachoeirinha

O problema que afeta as ruas Pacaembu e Panamericana, no Parque da Matriz, é causado por um valão com histórico de cheias

Risco de transbordamento de córrego preocupa moradores de Cachoeirinha Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Segundo moradores, o valão está assoreado Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Para quem vive nas ruas Pacaembu e Panamericana, no Parque da Matriz, em Cachoeirinha, o frio intenso não é a única preocupação que surge com a chegada do inverno. A aproximação do período de chuvas traz de volta outro velho conhecido dos moradores: o risco de alagamentos. Isso porque, na região de encontro das vias, há um valão com histórico de cheias. 

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Segundo o líder comunitário Luis Carlos Azevedo, 44 anos, a situação é alarmante: 

— O córrego está assoreado. Com qualquer chuva, ele enche e extravasa. Já houve anos em que a água chegou às casas, e tememos que ocorra de novo. Além disso, é um fedor insuportável e, no verão, o valão atrai muitos mosquitos. 

Diante dos problemas, moradores solicitaram a limpeza à prefeitura. Segundo Luis Carlos, os secretários municipais de Infraestrutura e Serviços Urbanos e do Meio Ambiente estiveram no local em 4 de junho. Na ocasião, conforme o morador, ficou acertado que o serviço seria feito nos próximos dias. Contudo, mais de um mês se passou, e nada foi feito. 

— Precisamos que a limpeza seja feita. Sem isso, o perigo é constante, pois, se começar o período de chuvas intensas, vai haver inundação. Nós já começamos a entrar em pânico, pois todos os anos temos que pedir para que limpem e sabemos que, a cada vez que entramos em contato com a prefeitura, é um jogo de empurra — conta o morador. 

Para quem vive nas ruas Pacaembu e Panamericana, no bairro Parque da Matriz, em Cachoeirinha, o frio intenso não é a única preocupação que surge com a chegada do inverno. Com a aproximação do período de chuvas, outro velho conhecido dos moradores volta a assustar: o risco de alagamentos. Isso porque, na região de encontro das vias, há um valão com histórico de cheias. Segundo o líder comunitário Luis Carlos Azevedo, 44 anos, a situação é alarmante:_ O córrego está assoreado. Com qualquer chuva, ele enche e extravasa. Já houve anos em que a água chegou até as casas, e tememos que ocorra novamente. Além disso, é um fedor insuportável e, no verão, o valão atrai muitos mosquitos.
No mês passado, a água quase invadiu as casasFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

“Desculpas” 

Alguns dias depois, Luis Carlos procurou a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos a fim de cobrar a realização do serviço. Segundo ele, foi informado de que a limpeza não poderia ser feita, pois era necessária a emissão de uma licença ambiental relativa a árvores nativas presentes nas margens do valão. Diante disso, ele relata ter feito contato com a Secretaria de Meio Ambiente, quando foi informado de que todas as licenças estavam em dia. 

Desse modo, contatou novamente a pasta da Infraestrutura e Serviços Urbanos, a fim de contestar as informações. Por fim, o morador afirma que a Secretaria alegou que não possuía o equipamento necessário para realizar o serviço. 

— A cada dia, eles inventam uma desculpa diferente. A última limpeza bem feita foi em 2015, quando houve uma enchente grande. Depois disso, só tiram um pouco de lixo, dão uma roçada, e vão embora — relata Luis Carlos. 

“Me sinto humilhada” 

A vendedora Janaína Cardoso, 43 anos, também sofre com os alagamentos na região.Moradora da Rua Panamericana, ela se sente insegura diante da falta de solução para o problema. 

— Quando começa a chover, já nos desesperamos. Não precisa nem ser um volume tão grande de água. Com 30 minutos de chuva constante, já alaga tudo. O que nos resta é contar com a sorte, já que, com a prefeitura, não dá para contar — relata a moradora, e emenda: 

—Me sinto humilhada, pois parece que estão brincando conosco. Nosso IPTU é caro, mas não vemos retorno. Toda vez temos que ficar pedindo o mínimo, quando, na verdade, é um direito nosso. 

Sem previsão 

Segundo a assessoria de imprensa de Cachoeirinha, “a prefeitura confirma a entrada da demanda e está analisando o que poderá ser feito”. Não foi informado prazo para que a limpeza e o serviço de desobstrução sejam realizados. 

Questionada sobre os motivos pelos quais os serviços ainda não ocorreram, conforme foi acertado com a comunidade, bem como sobre a necessidade de licenças ambientais e a falta de equipamento relatadas por Luis Carlos, a prefeitura não se manifestou. 

Produção: Camila Bengo

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