Após dois meses em falta, medicamento para reumatismo tem entrega normalizada, em Porto Alegre - Notícias

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Seu Problema é Nosso09/08/2019 | 08h00Atualizada em 09/08/2019 | 15h09

Após dois meses em falta, medicamento para reumatismo tem entrega normalizada, em Porto Alegre

O remédio ameniza as dores e melhora a qualidade de vida de quem sofre da doença

Após dois meses em falta, medicamento para reumatismo tem entrega normalizada, em Porto Alegre /
Ana Tem sua mobilidade melhorada pelo uso da medicação

A notícia é boa para quem usa o medicamento injetável abatacepte 125 miligramas, fornecido pelo Ministério da Saúde (MS) para tratamento de reumatismo. A substância teve sua entrega normalizada em 19 de junho, conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES). 

O remédio estava em falta desde abril para a dona de casa Ana Jupira Severo Fernandes, 46 anos, moradora da Restinga, em Porto Alegre. Ela, que sofre de artrite reumatoide _ uma doença inflamatória que afeta as articulações do corpo _, tinha que lidar com dores e problemas de locomoção. O uso do medicamento melhora seu quadro, permitindo mais facilidade em sua mobilidade.

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— Agora melhorou bastante, estou conseguindo caminhar sem ficar trombando nas pedras. Estou até saindo sozinha já. O remédio melhorou muito (a rotina). Eu estava piorando sem tomar, meus dedos ficaram enrijecidos, doloridos, porque parei o tratamento bruscamente — conta a dona de casa.

Tratamento

O abatacepte é obtido por Ana na  Farmácia de Medicamentos Especiais do Estado, no centro de Porto Alegre. O medicamento é um dos necessários para que ela consiga ter melhor qualidade de vida. O tratamento deveria ter uma avaliação a cada seis meses. No entanto, devido à interrupção, Ana afirma que houve piora do seu quadro. Ela teve que reiniciar o tratamento. E não havia alternativas senão aguardar já que, na rede privada, o abatacepte pode custar mais de R$ 7,5 mil a caixa com quatro doses_ longe das possibilidades financeiras da dona de casa.

— Agora, está vindo certinho e já estou pegando as unidades pela terceira vez. Liguei para a Farmácia e está tudo normal. Outras pessoas com quem conversei também já receberam a medicação. Estou mais tranquila — relata Ana, que necessita de uma dose semanal da injeção.

Abatacepte foi entregue conforme o prometidoFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Promessa

Em reportagem de 13 de junho deste ano, quando o Diário contou a história de Ana, a SES informou que o MS havia agendado a entrega do abatacepte para o dia 19 de junho. Porém, não citou data para o produto estar disponível na  Farmácia de Medicamentos Especiais do Estado. No entanto, no dia informado para entrega, Ana recebeu a ligação de que o remédio já estava disponível.

—Não pensei duas vezes. Fui lá e peguei quatro, para o mês todo — conta a dona de casa.

"Só consegui pelo Diário"

Sem ter esperanças, a leitora procurou o Diário para tentar expor seu problema. Na época da reportagem, Ana estava há mais de dois meses sem a medicação.

—A única coisa que adiantou foi o Diário. Eu procurei vários lugares. Ligava para a farmácia todos os dias e não conseguia. Só diziam que estava em falta. Hoje, eu digo para as pessoas com que converso: "só consegui pelo Diário". Eu agradeço muito — afirma.

Ministério da Saúde é o responsável

A SES informou que o abatacepte 125 miligramas é adquirido pelo MS e repassado aos Estados. Então, a administração estadual envia o produto às farmácias. A pasta também confirmou a data de entrega no dia 19 de junho e disse que outras informações deveriam ser obtidas diretamente com o MS.

Entretanto, procurados pela reportagem, o Ministério não respondeu a nenhuma pergunta. A pasta foi questionada sobre o porquê do atraso, se outras regiões do país estavam sofrendo falta do medicamento e qual o número de doses de abatacepte enviados mensalmente ao Estado. Até o fechamento da reportagem, não houve manifestação do MS.

Produção: Ásafe Bueno

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